O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Helder Mota Filipe, defendeu que a humanização deve afirmar-se como uma boa prática transversal, integrada em procedimentos, na organização das instituições e na prestação quotidiana dos cuidados de saúde.
De acordo com uma nota publicada no portal da OF, Helder Mota Filipe destacou que este princípio deve refletir-se nas decisões de gestão, na organização dos serviços, na comunicação, na conceção dos espaços e na avaliação dos resultados.
O bastonário falava no III Seminário Nacional de Humanização em Saúde, uma iniciativa da Comissão Nacional para a Humanização dos Cuidados de Saúde no Serviço Nacional de Saúde, que decorreu no passado dia 10 julho na Universidade de Évora.
Na sua intervenção salientou ainda o compromisso institucional como um fator determinante para a promoção e valorização da humanização dos cuidados de saúde e a importância de dar continuidade à divulgação das boas práticas de humanização desenvolvidas pelas instituições de saúde portuguesas.
Neste sentido, defendeu, ainda de acordo com a mesma nota, que pessoas que recorrem aos serviços de saúde “não podem ser encaradas apenas como um número ou uma estatística associada a uma consulta, a um diagnóstico ou a uma prescrição”, devendo ser colocadas no centro dos cuidados.
Relativamente aos profissionais de saúde, Helder Mota Filipe afirmou que “não há cuidados humanizados sem profissionais respeitados, ouvidos, capacitados e com condições para cuidar“. Para o bastonário, o bem-estar dos profissionais, uma liderança próxima, uma cooperação multiprofissional e a redução das barreiras burocráticas são condições essenciais para uma relação assistencial mais humana e de maior qualidade.




