O ministro-Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, disse hoje, em Coimbra, que a meta de 100% dos serviços digitais será antecipada para 2029, considerando que é um objetivo alcançável.
“Tínhamos o objetivo até 2030, mas com um esforço vamos conseguir reduzir em alguns meses e vamos alcançar 100% dos serviços digitais”, afirmou aos jornalistas Gonçalo Matias.
A antecipação da data para o final do mandato do Governo foi avançada pelo ministro na sua intervenção por ocasião da inauguração do Espaço Cidadão no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, que contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, da presidente do IPO de Coimbra, Margarida Ornelas, bem como da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, e do presidente da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), Manuel Dias.
“É um objetivo alcançável. Outros países europeus já o conseguiram”, sublinhou.
Gonçalo Matias defendeu que a digitalização dos serviços “é muito importante, porque também traz humanização”, exemplificando com o espaço hoje inaugurado no IPO de Coimbra.
“É só porque temos serviços digitais que conseguimos abrir no IPO de Coimbra um Espaço do Cidadão, que vai permitir às pessoas, muitas delas com doenças, com vulnerabilidades, tratarem das suas questões com o Estado sem terem que se deslocar”, justificou.
Até ao final do ano, acrescentou, o Governo pretende disponibilizar 1.200 Espaços Cidadão em todo o país.
O ministro adiantou que o Governo está a ultimar a Lei da interoperabilidade, que “vai ser um diploma fundamental”, que permite que “os serviços públicos possam ter informação cruzada e possam fluir informação”, evitando que os cidadãos tenham de se deslocar a vários serviços.
“O grande objetivo neste esforço de digitalização, e com a interoperabilidade, é garantir que falamos a uma voz. O Estado é só um”, referiu.
Já na sua intervenção, segundo a Lusa, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que a abertura do Espaço Cidadão no IPO de Coimbra é “afirmar uma forma diferente” de servir os cidadãos.
“Tudo o que o Estado possa fazer para simplificar a vida das pessoas deixa de ser um detalhe administrativo, para passar a ser uma resposta concreta às suas necessidades”, defendeu.
Para Ana Paula Martins, a transformação digital “só faz sentido quando aproxima os serviços das pessoas, reduz desigualdades e garante que ninguém fica para trás”.
“Os Espaços Cidadão são um excelente exemplo desta transformação feita com humanidade, onde se combina a inovação tecnológica com atendimento personalizado e promovemos, ao mesmo tempo, a inclusão e a literacia digital”, referiu.
A ministra sublinhou ainda o percurso do IPO de Coimbra ao longo de seis décadas, reconhecido em Portugal e na Europa, notando que é também “uma das instituições que vive um dos maiores ciclos de investimento da sua história”.
“A requalificação do edifício de Cirurgia e Imagiologia, juntamente com as intervenções complementares necessárias para garantir a continuidade da atividade assistencial, são um investimento superior a 40 milhões de euros, maioritariamente financiado por fundos europeus, que se juntam mais 33 milhões de euros de investimento apoiado pelo PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] para reforçar a capacidade tecnológica do instituto, que tanto precisava”, indicou.
Segundo Ana Paula Martins, o IPO de Coimbra, mesmo durante o período de obras, continuou “a aumentar a sua atividade assistencial” e apresenta hoje “dos melhores indicadores nacionais de acesso e de resposta aos doentes”.




