A ministra da Saúde, Ana Paula Martins revelou, no Porto, que o novo despacho sobre as Unidades de Acidente Vascular Cerebral deverá estar pronto até ao início de agosto e com retroativos a 29 de junho.
Questionada ontem à margem da sua participação no 20.º aniversário do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto sobre o polémico despacho que define a remuneração de neurorradiologia de intervenção, radiologia de intervenção e cardiologia de intervenção, a governante declarou que houve um erro, que foi assumido e vai ser corrigido.
“Esse despacho precisa de ter uma revisão, está a ser feita essa revisão. Neste momento nós temos uma nova versão do despacho e na próxima semana entraremos em diálogo com as sociedades científicas que representam estas três áreas e também as ordens profissionais dos médicos e dos enfermeiros”, adiantou.
À pergunta sobre quando estará pronto, respondeu: “muito rapidamente, eu diria que nas próximas duas, três semanas, até o início de agosto, esse novo despacho estará certamente publicado e haverá efeitos em algumas dessas áreas do despacho”, acrescentando que o novo documento, nalguns casos, “retroagirá em termos de efeitos ao dia 29 de junho, quando foi publicado [o primeiro]”.
“Nós, agora, estamos a aproveitar no fundo para completar o despacho, uma vez que estamos a trabalhar com os profissionais”, acrescentou.
Sobre a denúncia feita pela Ordem dos Médicos do desaparecimento de cerca de 300 pequenas cirurgias da lista de espera do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a ministra, segundo a Lusa, garantiu que “não vão desaparecer registos daquilo que são os procedimentos terapêuticos em que consistem estas situações”.
Insistindo que “em momento algum estes procedimentos deixarão de ser inscritos numa lista”, a ministra precisou que a lista não versa “inscritos para cirurgia”, mas sim para “procedimentos terapêuticos”.




