Diretora executiva da EMA reúne com Infarmed e com Ana Povo

A diretora executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Emer Cooke, encontra-se em Portugal para uma visita oficial.

Durante os dias da visita, a responsável terá reuniões com a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) e representantes do setor da saúde e participará no XV Encontro das Autoridades Competentes em Medicamentos dos Países Ibero-Americanos (Rede EAMI), que arrancou ontem, em Lisboa.

Na segunda-feira, Emer Cooke foi recebida no Infarmed, onde reuniu com o presidente da instituição, Rui Santos Ivo, e colaboradores, “num encontro dedicado aos principais desafios e oportunidades que se colocam à regulação do medicamento, num contexto de transformação legislativa, científica e tecnológica na Europa”, especifica o Infarmed, numa nota publicada no seu portal, acrescentando que “a visita constituiu também uma oportunidade para destacar o contributo do Infarmed para a rede regulamentar europeia e para a preparação das mudanças em curso”.

Emer Cooke, citada na nota, declarou que “o Infarmed desempenha um papel muito importante na rede regulamentar europeia, destacando-se pela elevada qualidade do seu trabalho, pela sua experiência e pelo forte compromisso com a cooperação europeia”.

Por seu turno, Rui Santos Ivo – também presidente do conselho de administração da EMA – frisou que “a Europa atravessa um período de profunda transformação na regulação do medicamento. Temos de aproveitar esta oportunidade para tornar o sistema regulamentar mais ágil e previsível, reforçar a nossa capacidade de inovação e transformar o progresso científico em benefícios concretos para as pessoas”.

Emer Cooke reuniu ainda com a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, antes de participar, também na segunda-feira, numa mesa-redonda promovida pelo Infarmed na Fundação Champalimaud, dedicada ao futuro do quadro regulamentar europeu para a inovação. Moderado por Rui Santos Ivo, o encontro reuniu representantes de 15 entidades das áreas da saúde, incluindo investigação, academia, indústria e associações de pessoas com doença, com o objetivo de debater como a Europa pode reforçar a sua posição enquanto polo global de inovação no setor do medicamento.