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Técnicos de diagnóstico e terapêutica voltam à greve em junho e julho

 


11 de junho de 2018

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica vão voltar a fazer greve nacional nos dias 22 de junho e 13 de julho, depois de terem estado em greve no mês passado.

 

O Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica refere, em comunicado, que os profissionais exigem a regularização das suas carreiras e afirmam que o Governo não responde às suas reivindicações.

 

Além de paralisarem dias 22 de junho e 13 de julho, os técnicos de diagnóstico e terapêutica farão greve, a partir de 1 de julho, às horas extraordinárias por tempo indeterminado, segundo disse à agência “Lusa” o presidente do Sindicato, Luís Dupond.

 

«Ao recorrerem à greve mais uma vez, estes profissionais afetarão praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos, diagnósticos diferenciados, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, etc», refere o sindicato que representa os técnicos de diagnóstico e terapêutica.

 

Para os sindicalistas, o Governo «é o único culpado», por insistir «em perpetuar uma injustiça com mais de 18 anos». Há quase duas décadas que estes profissionais reivindicam uma regularização da sua carreira.

 

Estes trabalhadores consideram que o Governo está a impor uma tabela salarial e um sistema de avaliação que implica que 90% dos técnicos permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional.

 

Os técnicos pretendem um ajuste da tabela salarial, a transição para novas carreiras e o descongelamento de escalões, entre outras matérias.

 

Nos dias 24 e 25 de maio, estes trabalhadores cumpriram dois dias de greve nacional, que teve taxas de adesão que rondaram os 90%.

 

No dia 28 de maio, os sindicatos dos técnicos de diagnóstico e terapêutica estiveram reunidos com a secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, mas alegam que «não ouviram nada de novo» e que não foram apresentadas propostas que respondam às suas reivindicações.

 

Aliás, os profissionais exigem a reabertura de negociações e vão mesmo acionar um mecanismo legal de negociação suplementar que está previsto na lei do Trabalho e em Funções Públicas para situações de não acordo.

 

O Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica afirma ainda que já foram enviados pedidos de audiência urgentes aos primeiro-ministro e aos grupos parlamentares.

 

A partir de 01 de julho, o setor da Saúde assistirá a outra greve às horas extras e por tempo indeterminado, que foi convocada por dois sindicatos de enfermeiros, o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e o Sindicato dos Enfermeiros (SE), que constituem a plataforma FENSE.

 

A paralisação dos enfermeiros vai abranger todos os profissionais que excedam as 35 horas semanais de trabalho ou as 42 para os que têm horário acrescido.

 

Os dois sindicatos exigem o cumprimento do acordo coletivo de trabalho, que refere que os enfermeiros têm direito a um horário normal de 35 horas, podendo ser alargado, de forma opcional, com aumento de salário.

 

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