Faes Farma com lucro líquido de 57 milhões de euros no primeiro semestre

O Grupo Faes Farma apresentou hoje os resultados relativos ao primeiro semestre do ano, registando receitas de 391,5 milhões de euros, um aumento de 27% face ao mesmo período do ano anterior. Esta evolução positiva é sustentada principalmente pelo crescimento do negócio internacional, pelo forte desempenho das áreas estratégicas-chave e pela incorporação da SIFI e do Laboratório Edol.

A empresa, em comunicado, avança que o EBITDA consolidado atingiu 90,8 milhões de euros, 24% acima do registado no primeiro semestre de 2025, com uma margem EBITDA de 23,3%. Excluindo os custos de reestruturação organizacional associados às aquisições, já considerados no primeiro trimestre, o crescimento teria sido de 28%. O lucro líquido atribuível aumentou 9%, atingindo 57 milhões de euros. Estas melhorias refletem o forte desempenho de todas as áreas de negócio, sustentado por uma gestão eficiente dos custos, permitindo ao Grupo absorver o aumento da atividade mantendo simultaneamente um nível adequado de eficiência operacional.

A forte geração de caixa permitiu ao Grupo continuar a reforçar a sua posição financeira. O semestre terminou com uma dívida financeira líquida de 261,4 milhões de euros e um nível de endividamento inferior a duas vezes o lucro operacional (EBITDA), em linha com os objetivos do Grupo.

Crescimento nas principais áreas de negócio

As vendas da Farma, principal área de negócio do Grupo, cresceram 28% em termos homólogos, ultrapassando os 340,6 milhões de euros, impulsionadas pela integração da oftalmologia como nova área estratégica e pelo forte desempenho dos mercados internacionais. A FARM Faes, divisão de Nutrição e Saúde Animal, registou receitas de 46,5 milhões de euros (+21%), devido ao foco estratégico na ISF e à internacionalização do negócio.

A atividade da Farma Ibéria aumentou as suas receitas para 132 milhões de euros (+14%), apoiada pelo sólido desempenho do mercado português e pela integração estratégica do Laboratório Edol.

O crescimento mais expressivo foi registado pelas subsidiárias internacionais de venda direta, cujas receitas aumentaram 83% face ao ano anterior, atingindo 142,4 milhões de euros. Este crescimento ficou a dever-se principalmente ao forte desempenho das subsidiárias da América Latina, à contribuição de produtos estratégicos e à consolidação da SIFI, que gerou 54,2 milhões de euros em receitas durante o semestre e continua a apresentar crescimento positivo.

A incorporação da SIFI e do Laboratório Edol reforçou significativamente a posição da empresa na área da oftalmologia, que representa atualmente 16% do volume de negócios total da Faes Farma, afirmando-se como um dos principais motores da sua expansão internacional.

Na área das licenças, as receitas superaram os 66 milhões de euros (-9%) num semestre impactado pela perda da proteção da patente da bilastina no Japão e pelo novo contexto competitivo nesse mercado. No entanto, este efeito foi amplamente compensado pelo forte desempenho das licenças de bilastina noutros mercados, superando as previsões iniciais da empresa. Além disso, o calcifediol e a mesalazina registaram um bom desempenho durante o semestre, que atenuou a menor contribuição de algumas fontes históricas de receita e contribuiu para a estabilidade do negócio de licenciamento.

Na área de I&D e portefólio, a Faes Farma alcançou vários marcos estratégicos durante este período, destacando-se a aprovação do reembolso do Akantior® em Itália, a autorização europeia dos comprimidos de mesalazina 1.500 mg, os avanços em oftalmologia com a submissão de vários dossiers e o acordo com a farmacêutica Dongkook Pharmaceutical para comercializar um tratamento para a hiperplasia benigna da próstata na América Latina.

Perspetivas para o segundo semestre do ano

Após um sólido primeiro semestre, a Faes Farma reafirma as suas perspetivas para o exercício de 2026, prevendo um aumento das receitas entre 17% e 19% e um crescimento do EBITDA entre 28% e 31%.

Os principais motores de crescimento continuarão a ser a integração da SIFI e da Edol, o crescimento das subsidiárias internacionais de venda direta e o desenvolvimento de sinergias comerciais.

Além disso, a empresa continuará a avançar com a transferência gradual da produção para a nova unidade de Derio, em conformidade com o calendário previsto, mantendo o seu compromisso com a inovação e com novos projetos que reforcem o desenvolvimento e a diversificação do Grupo.