A Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos (Anarme) suspendeu a comercialização e circulação em Moçambique de um medicamento utilizado no tratamento da hipertensão, após a deteção de alterações físicas em vários lotes do produto, anunciou hoje a instituição.
Em causa está a Metildopa 250 miligramas, fabricada pela empresa cipriota Remedica Ltd., indicada para o tratamento da hipertensão na gravidez e de casos de hipertensão ligeira a moderada não controlados apenas com diuréticos tiazídicos, medicamentos que ajudam a reduzir a pressão arterial através da eliminação de líquidos pelo organismo.
“A medida foi tomada depois de se observar que vários lotes do produto em causa apresentam alterações das suas caraterísticas, nomeadamente a presença de manchas pretas na superfície dos comprimidos, não estando, portanto, em conformidade com as especificações estabelecidas na respetiva monografia da Farmacopeia Britânica (BP) de 2026”, refere a Anarme, em comunicado citado pela Lusa.
O medicamento é usado também como alternativa terapêutica à reserpina, fármaco utilizado no tratamento da hipertensão arterial e de algumas perturbações psiquiátricas, “em situações em que ela está contraindicada ou quando a sua dose máxima é insuficiente para controlar a hipertensão”, explica a autoridade reguladora.
“Face ao exposto, as entidades que possuem os lotes do medicamento sob alerta não os podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução às unidades fornecedoras”, apela a Anarme, pedindo ainda aos profissionais de saúde que procedam à substituição por outro lote do produto para os doentes a quem foram prescritos os medicamentos em causa.
A Anarme pede também ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e à Central de Medicamentos e Artigos Médicos que procedam à recolha imediata dos lotes do produto sujeito ao alerta em todo o território nacional, nos termos previstos na legislação.
A Lusa noticiou em 14 de julho que a Anarme suspendeu a comercialização e o uso no país de cinco testes rápidos de diagnóstico de doenças, após terem sido identificados “riscos sérios” de diagnósticos incorretos.
Entre os testes suspensos estão os de malária, do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) e VIH/Sífilis, fabricados pela Meril Diagnostics Pvt., da Índia, além do autoteste domiciliar HIVFIND, segundo informação divulgada pela reguladora moçambicana.




