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PSD quer saber se Governo ponderou instalação do INFARMED no Interior

 


04 de janeiro de 2018

Onze deputados do PSD questionaram o Governo sobre o processo de transferência do INFARMED e querem saber se foram equacionadas alternativas, nomeadamente cidades do Interior Centro do país, como Castelo Branco ou Covilhã.

No documento a que a agência “Lusa” teve acesso, os onze deputados do PSD querem saber que estudos foram realizados que levam a concluir pela escolha da cidade do Porto e quem os fez.

«Receamos que a decisão de alteração de localização do INFARMED não tenha sido estudada nem discutida, surgindo apenas como uma compensação pelo facto de a candidatura do atual Governo para instalar a Agência Europeia do Medicamento no Porto ter sido chumbada», lê-se no documento.

Na pergunta endereçada ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, recordam que é hoje aceite de forma pacífica que o Centro Interior do país se encontra num círculo vicioso de empobrecimento.

«Foram estudadas outras alternativas de localização para o INFARMED? A eventual transferência do INFARMED para as cidades de Castelo Branco, de Coimbra, de Viana do Castelo, de Faro, Portalegre, Beja ou Évora, de Mirandela, da Covilhã, de Bragança ou dos Açores, foi ou não equacionada», questionam.

Os deputados recordam ainda as «fortes assimetrias populacionais» do país, com «fortíssimos afluxos migratórios» às duas grandes áreas metropolitanas do país, que têm Lisboa e o Porto como seus principais polos de atração.

Acrescentam que vastas regiões do país, de Bragança à serra algarvia, incluindo os distritos de Castelo Branco, de Vila Real, de Portalegre, Beja ou Évora, há muitas décadas que se vêm confrontando com um processo de acentuado despovoamento, com a perda de mais de metade da sua população residente desde os anos 1960.

«O desenvolvimento do território de forma mais harmoniosa exige correções nas politicas publicas que levem a uma descentralização na localização de serviços importantes, como será, eventualmente, o caso do INFARMED», concluem.

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