A Johnson & Johnson (J&J) anunciou a intenção de querer por fim à longa batalha judicial (depois de 17 anos) e ofereceu-se para pagar aos queixosos 5,5 mil milhões de dólares, o equivalente a 4,84 mil milhões de euros.
A J&J sempre negou que o pó talco fosse responsável por causar cancro nos ovários, mas os queixosos alegavam que o talco tinha amianto e causava mesotelioma.
A RTP relata que, nesta segunda-feira, o vice-presidente para a área dos litígios da J&J, Erik Haas, afirmou que a medida foi tomada para encerrar o assunto, no entanto, reforça que são “sem fundamento” as alegações avançadas.
O compromisso da empresa é pagar 2,64 mil milhões de euros (3 mil milhões de dólares) já no próximo ano e a restante verba em 2028.
Entretanto um dos advogados que representa cerca de 2500 clientes disse que o valor total do acordo pode ultrapassar a verba anunciada pela J&J e atingir os 7 mil milhões de euros.
Em 2020, a J&J tomou a decisão de, nos Estados Unidos, substituir o talco por um produto feito à base de amido de milho. Em 2023, a estratégia da empresa foi aplicada a todo o mercado mundial.
Reino Unido também processa J&J
No Reino Unido a J&J também enfrenta ações judiciais de milhares de pessoas, no entanto, a imprensa britânica não avançou o número exato. Alegam que entre 1965 e 2023 um elemento da família e até as próprias pessoas desenvolveram cancro de ovário ou mesotelioma e apontam como causa o pó talco para bebés da Johnson’s.




