Infarmed: Mais de 5.660 suspeitas de reações adversas à vacina contra a covid-19 386

De acordo com o relatório sobre as reações adversas notificadas às vacinas para a covid-19, datado de 14 de maio, da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), foram mais de 5.660 as suspeitas de reações adversas à vacina registadas em Portugal.

Foram notificadas 5.665 reações adversas, a maior parte (72,9%) referentes à vacina da Pfizer-BioNtech (com 4.129 casos), seguindo-se a da AstraZeneca (com 1.234), e a da Moderna (com 302).

No total de 4.655.370 doses administradas, o Infarmed registou ainda 35 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades.

O Infarmed, sublinha contudo, que “as reações adversas (RAM) notificadas não têm necessariamente uma relação causal com a vacina administrada. Estes casos ocorreram maioritariamente em idosos que apresentam condições de saúde mais frágeis (alguns com diversas comorbilidades). A vacinação contra a Covid-19 nestes grupos não reduzirá as mortes por outras causas, que continuarão a ocorrer”.

Foram ainda registados outros 2.418 casos graves e 3.212 não graves.

As dez reações mais notificadas referem-se a casos de dores musculares/articulares (2.620), cefaleias (1.717), febre (1.566), astenia/fraqueza/fadiga (965), náuseas (672), tremores (587), linfadenopatia (512), ou seja, alterações/aumento dos gânglios, eritema/aczema/rash (406) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

A maioria das reações notificadas ao Infarmed foram registadas em mulheres. No que respeita a faixas etárias, aquela que mais notificações tem é a dos 30 aos 49 anos.

Pode consultar o relatório aqui.

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