Verão sem preocupações: Pedro Granger e especialistas em audição explicam como proteger os ouvidos na água

A chegada do verão traz consigo os mergulhos no mar e na piscina, mas também um potencial aumento no número de infeções de ouvido, conhecidas como otites externas ou otites do ouvido médio. Para muitos, o problema torna-se recorrente e pode estragar as férias. Foi o que aconteceu com o ator e apresentador Pedro Granger.

Durante anos, a natação e o ski aquático, duas das suas paixões, foram postas de parte devido a infeções de ouvido persistentes. A solução, que lhe permitiu regressar à água em segurança, foi mais simples do que imaginava.

A solução surgiu por acaso, em 2011, numa visita a centro auditivo Widex para fins profissionais. Ao fazer moldes para auriculares de uso em televisão, Pedro Granger deparou-se com protetores para uso na água, feitos à medida.

“Passados uns anos, acabei por sair da natação e deixar de fazer ski na água, porque o excesso de tempo começou a dar-me problemas de ouvidos: otites e companhia limitada, que, a certa altura, atingiram uma dimensão que já não era suportável. E os protetores de ouvidos comuns acabavam por não conseguir ser ajuda suficiente”, conta Pedro Granger. “A principal e mais importante mudança foi a de passar a não ter medo. Não há nada pior do que estarmos a treinar em tensão, com medo de nos magoarmos. O que mais mudou nos meus treinos foi ter conseguido voltar a treinar — coisa que sem protetores à medida já não conseguia fazer.”

O “ouvido de nadador” ocorre quando a água fica retida no canal auditivo, criando um ambiente húmido que favorece o crescimento de bactérias. A sensação de ouvido “tapado”, a comichão e a dor são os primeiros sinais de alerta.

Quem pratica desportos de mar com regularidade pode ainda desenvolver exostoses, o chamado “ouvido de surfista”: a exposição repetida à água fria e ao vento pode provocar alterações ósseas no canal auditivo, tornando-o progressivamente mais estreito e vulnerável à retenção de água.

Segundo Carina Pereira, audiologista na Widex Portugal, “esta é uma das queixas mais comuns que recebemos nos centros auditivos durante o verão. A prevenção passa por medidas simples, como secar bem o ouvido com a ponta de uma toalha após o banho, sem nunca introduzir objetos como cotonetes, que podem empurrar a cera e agravar a situação. Para pessoas com maior sensibilidade ou que praticam desportos aquáticos com frequência, o uso de protetores auditivos personalizados é a recomendação mais segura e eficaz.”

Para quem procura proteção personalizada e fiável, existem protetores moldados ao canal auditivo de cada pessoa que garantem uma vedação completa contra a entrada de água com conforto superior, mesmo em treinos prolongados. Para praticantes de desportos aquáticos que precisam de manter consciência sonora do ambiente, há soluções com tecnologia de membrana ventilada que impermeabilizam o ouvido sem bloquear o som, permitindo ouvir o que acontece à volta, como uma conversa ou um aviso de segurança, sem comprometer a proteção.

Pedro acrescenta: “Não é que os universais às vezes não funcionem – claro que sim. É mais uma questão de segurança. A grande diferença é que os feitos à medida funcionam sempre, e não temos de estar sujeitos à roleta russa de, quando vamos para a água, não sabermos se desta vez vai correr bem. Usem protetores, mesmo que achem que ainda não precisam, porque a verdade é que a água vai batendo lá e, mais dia menos dia…”.

Quatro conselhos práticos para um verão com ouvidos saudáveis:

• Após o mergulho, incline a cabeça para cada lado para ajudar a drenar a água.
• Seque a parte externa do ouvido com uma toalha macia. Evite o uso de cotonetes.
• Se tiver predisposição para otites, considere o uso de protetores auditivos para a água, preferencialmente os feitos à medida, que garantem maior conforto e eficácia.
• Ao primeiro sinal de dor, comichão ou desconforto, consulte um médico ou um especialista em audição.