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Um detido e três outros arguidos na investigação do negócio do plasma

14 de dzembro de 2016

Quatro arguidos, incluindo o ex-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e do INEM, que está detido, é o balanço da investigação sobre o negócio do plasma, que levou ontem à realização de mais de trinta buscas, segundo a PGR.

Em resposta à agência “Lusa”, o gabinete de imprensa da PGR, indicou que «além de um detido, foram, até ao momento, constituídos arguidos dois advogados e uma representante, à data dos factos, da Associação Portuguesa de Hemofilia».

O ex-presidente da ARS e do INEM Luís Cunha Ribeiro foi detido ontem de manhã no decorrer da investigação da Unidade de Combate à Corrupção da PJ e do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Ainda segundo a PGR, o interrogatório judicial de Luís Cunha Ribeiro deverá começar esta tarde.

Os restantes três arguidos serão ouvidos mais tarde.

Entretanto, a sociedade de advogados PLMJ confirmou que foi constituído arguido um advogado daquela firma durante as buscas de uma investigação sobre negócios de plasma na qual estará envolvido um seu cliente e, segundo a “RTP 3”, trata-se de Paulo Farinha Alves.

Durante a manhã de ontem, a PGR revelou que estavam a decorrer mais de 30 buscas em estabelecimentos oficiais relacionados com a saúde, incluindo o Ministério e o INEM, duas buscas em escritórios e locais de trabalho de advogados e outras em território suíço.

Os factos em investigação ocorreram entre 1999 e 2015 e os suspeitos terão obtido vantagens económicas que procuraram ocultar, em determinadas ocasiões com a ajuda de terceiros.

Em causa estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais.

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