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Observatório apresenta medidas para restringir consumo de antibióticos em Portugal

 


29 de junho de 2017

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde quer medidas concretas para reduzir o consumo de antibióticos, sugerindo que, nalguns casos, o médico só os possa prescrever após identificar a causa da infeção.

«Houve uma melhoria na situação nos últimos anos, mas continuamos a ter um consumo de antibióticos que é superior a muitos países europeus», referiu à agência “Lusa” Aranda da Silva, um dos coordenadores do Relatório da Primavera 2017 do Observatório dos Sistemas de Saúde, que foi apresentado ontem em Lisboa.

Um estudo, que integra o relatório, pretende caracterizar o consumo de antibióticos entre 2004 e 2014 em Portugal e mostra que há grandes variedades regionais, havendo zonas em que a situação está mais controlada.

«Tem a ver com informação que os próprios profissionais de saúde têm, nomeadamente os médicos, quando prescrevem antibióticos. E uma utilização muito exagerada de antibióticos de largo espectro, o que pode ser perigoso em termos de resistência», comentou Aranda da Silva.

O consumo absoluto de antibióticos, ajustado à população residente, decresceu em Portugal de 2004 para 2014, mas identificou-se uma tendência de crescimento de consumo de antibióticos de largo espectro, que atuam numa grande variedade de bactérias.

É sugerido que o problema das resistências aos antibióticos pode ser influenciadas não apenas pelo consumo absoluto de antibióticos, mas também pelo consumo elevado desses antibióticos de largo espectro.

O Observatório sugere assim medidas para melhorar a informação sobre prescrição e uso de antibióticos, bem como medidas administrativas para restringir os de largo espectro.

Segundo Aranda da Silva, uma das propostas é a de «exigir que sejam prescritos esses antibióticos [nalguns casos] só depois de identificada a causa da infeção».

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