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Novo tratamento em Coimbra ao cancro da próstata preserva potência sexual

05 de novembro de 2014

Uma equipa coordenada pelo urologista Nuno Maia realizou ontem, em Coimbra, um novo tratamento ao cancro da próstata, que visa «preservar a potência sexual e a continência urinária» do paciente.

Nuno Maia disse à agência “Lusa” que «este procedimento inovador tem a vantagem de causar a mínima agressão cirúrgica ao doente», ao permitir a eliminação, «apenas, de o núcleo de células malignas que se pretende destruir».

A realização deste tratamento a um homem de 64 anos, residente na região Centro, envolveu quatro médicos e dois enfermeiros, com a colaboração do urologista Massimo Valério, do hospital University College of London, em Inglaterra.

A equipa realizou, num hospital privado de Coimbra, uma intervenção denominada «eletroporação irreversível prostática», com a ajuda de agulhas e corrente elétrica, proporcionando «a tecnologia mais recente e promissora no tratamento focal do cancro da próstata».

Segundo Nuno Maia, coordenador da equipa de Urologia da Idealmed Unidade Hospitalar de Coimbra – local da intervenção -, uma das vantagens desta técnica é «a preservação na totalidade da potência sexual e continência urinária».

O procedimento, realizado no bloco operatório, sob anestesia geral e com apenas um dia de internamento, consiste na colocação de duas ou mais agulhas no tecido prostático, com recurso à ecografia biplanar, utilizando uma corrente elétrica «com determinadas características».

O próprio sistema imunitário do doente removerá o tecido destruído, «sem daí resultar qualquer sequela ou cicatriz», adiantou à “Lusa” Nuno Maia, que obteve formação específica, em Londres, realizando agora a sua primeira intervenção com estas características.

A nova técnica, no entanto, «não é, para já, aplicável a todos os doentes com cancro da próstata», esclareceu o médico.

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