Ministro: Porto e Lisboa precisam de maior investimento nos cuidados continuados 226

05 de novembro de 2014

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou ontem que as cidades do Porto e de Lisboa são as que «mais precisam de investimento» na rede de cuidados continuados integrados por escassez de oferta e aumento de procura, noticiou a “Lusa”.

«Divulgámos um estudo onde se constata que as áreas do Porto e de Lisboa são as mais carenciadas do país nesta área», referiu na cerimónia de inauguração da Unidade de Longa Duração e Manutenção da Celestial Ordem da Santíssima Trindade, no Porto.

Paulo Macedo lembrou que o território nacional necessita de «milhares de camas» na rede de cuidados continuados integrados, mas «no presente e no futuro» as prioridades são estas duas cidades, onde o investimento deverá ser «mais visível».

Segundo dados da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, a região tem, atualmente, 2.171 camas prevendo-se que, até ao final do ano, o número aumente para 2.232, de um total nacional de 6.995.

Paulo Macedo frisou que este ano já entraram em funcionamento 10 novas unidades, estando ainda prevista a abertura de mais três em Sernancelhe, Barcelos e Ponte da Barca, num total de 100 camas.

«Mesmo em alturas de crise conseguimos aumentar a rede nacional de cuidados continuados integrados e disponibilizar mais de 1.400 camas, fator muito positivo, mas queremos reforçar este número», disse.

O Ministério da Saúde canalizou, este ano, cerca de 120 milhões de euros neste setor, prevendo aumentar o investimento em 20 milhões para o próximo ano.

«A rede de cuidados continuados integrados é uma área prioritária porque há um crescendo de pessoas com doenças crónicas», frisou o governante.

Para o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, a rede de cuidados continuados é um serviço «útil e necessário para a visão de cidade acolhedora, moderna e confortável que o Porto quer ser».

Na sua opinião, o Porto precisa de mais camas neste setor.

«Estamos empenhados em construir, em conjunto com a ARS Norte, a carta dos equipamentos dos cuidados de saúde primários, instrumento de planeamento inovador, que queremos apresentar ainda este ano», mencionou.

A Unidade de Longa Duração e Manutenção da Celestial Ordem da Santíssima Trindade, inaugurada ontem, disponibiliza 26 camas, num investimento de cerca de um milhão de euros, financiado a 85% por fundos comunitários, avançou o provedor.

José Tavares Pinto Brandão lançou ao ministro da Saúde o repto de abrir a valência de média duração e reabilitação porque o Hospital da Trindade tem «espaço, conhecimento e competência».

«Todos ficaríamos a ganhar com esta combinação», lançou.

Envie este conteúdo a outra pessoa