Foi apresentada, na sexta-feira, a Rede de Inovação em Regulação e Avaliação de Tecnologias de Saúde (INOV@INFARMED), numa sessão que reuniu representantes das instituições académicas e unidades de investigação.
A iniciativa marca, de acordo com um comunicado publicado no portal da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), o início de uma nova etapa de colaboração estruturada entre o regulador nacional e a academia, com o objetivo de promover a investigação científica e o desenvolvimento conjunto de estudos, projetos e ações estratégicas nas áreas da regulação do medicamento e dispositivos médicos, avaliação de tecnologias de saúde, políticas e inovação em saúde.
“A regulação e a ciência partilham um mesmo compromisso e os mesmos princípios fundadores: método, evidência, transparência, revisão crítica e independência. Uma decisão da autoridade reguladora é, na sua essência, uma decisão científica com consequências de saúde pública – tem de ser fundamentada”, destacou Rui Santos Ivo, presidente do Infarmed, acrescentando que “a parceria é bidirecional: o Infarmed traz problemas reais, dados e contexto regulamentar; as instituições trazem método, capacidade analítica e massa crítica. Ambos ganham”.
Rede dinâmica
Concebida como uma rede viva e dinâmica, a INOV@INFARMED pretende crescer e evoluir em função dos desafios emergentes da regulação e da inovação em saúde. Além dos parceiros fundadores, a Rede está aberta ao estabelecimento de novas parcerias institucionais que permitam alargar competências, conhecimento e capacidade de investigação, promovendo uma comunidade cada vez mais abrangente de colaboração entre ciência, academia e regulação.
Foram definidos quatro pilares estratégicos, que orientarão o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação durante os primeiros meses: ciência regulamentar; política do medicamento; digitalização e integração tecnológica; e cidadania e uso responsável das tecnologias de saúde.
Além das propostas de projetos identificadas pelo Infarmed a partir das suas necessidades e desafios, relativamente às quais os parceiros poderão manifestar interesse, serão também promovidos períodos de candidatura aberta (open calls), permitindo às instituições de ensino superior e unidades de investigação apresentar projetos alinhados com os pilares estratégicos da Rede.
Parceiros fundadores
– Centro de Direito Biomédico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC)
– Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG-UM)
– Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA)
– Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP)
– Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (FCT UAlg)
– Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL)
– Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP)
– Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP)
– Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC)
– Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL)
– Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP)
– Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (Católica Medical School)
– Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC)
– Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL)
– Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP)
– Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL)
– Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP)
– Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve (FMCB-UAlg)
– Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS)
– ISEG Lisbon School of Economics and Management (ISEG)
– Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP)
– Instituto Superior Técnico (IST)
– Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE)
– NOVA Information Management School (NOVA IMS)
– NOVA Medical School – Faculdade de Ciências Médicas (NMS)
– NOVA School of Business & Economics (Nova SBE)




