A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém a avaliação de “baixo risco” do surto de hantavírus, detetado no navio de cruzeiro Hondius, para a saúde pública.
Num boletim de avaliação de riscos publicado ontem, a OMS refere que “à luz das informações mais recentes disponíveis, o risco global continua a ser baixo”.
O navio de cruzeiro Hondius, onde foi detetado o primeiro caso, deverá atracar na segunda-feira em Roterdão, nos Países Baixos, com 27 pessoas da tripulação e dois elementos da equipa médica.
Segundo a OMS, embora possam ainda surgir “outros casos entre os passageiros e os membros da tripulação” expostos antes de terem sido tomadas medidas de confinamento, o risco de transmissão “deverá ser reduzido após o desembarque e a implementação das medidas de controlo”.
Desde que o surto provocado pela variante dos Andes do hantavírus foi declarado pela OMS em 02 de maio, foram confirmados em laboratório oito casos de infeção e registaram-se três mortos.
Segundo a Lusa, a OMS considera que o risco é moderado para os ex-passageiros e tripulação do navio de cruzeiro, onde se detetou primeiro o vírus, e baixo para o restante da população no mundo.
A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.
O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.
A taxa de letalidade – percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção – deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.




