Especialistas definem recomendações para integrar Saúde na Agenda Nacional de IA

Um grupo alargado de especialistas das diferentes áreas da Saúde vai definir recomendações a apresentar ao Governo para integrar o setor da Saúde na Agenda Nacional de Inteligência Artificial.

As propostas serão debatidas e consolidadas durante a 2.ª Conferência de Consenso sobre a Agenda Nacional de Inteligência Artificial, que se realiza a 18 de setembro, na NOVA Medical School, em parceria com a Comissão para a Inteligência Artificial da Ordem dos Médicos.

A iniciativa reúne representantes da academia, entidades reguladoras, hospitais, ordens profissionais, associações de doentes e do ecossistema de inovação, com o objetivo de identificar os principais desafios e prioridades para a utilização da IA na Saúde e definir princípios para uma adoção segura, responsável e sustentável.

Como explicado em comunicado, a crescente incorporação da Inteligência Artificial nos cuidados de saúde torna cada vez mais urgente passar da discussão sobre o seu potencial para a definição de condições concretas de utilização, supervisão e avaliação no sistema de saúde português.

“A questão já não é saber se a Inteligência Artificial terá um papel relevante na Saúde, mas decidir como queremos utilizá-la. Portugal tem a oportunidade de definir uma abordagem que combine inovação com responsabilidade. Para isso, é essencial envolver, desde o início, profissionais de saúde, doentes, academia, reguladores, decisores e o ecossistema tecnológico na definição das prioridades nacionais”, afirma, no mesmo comunicado, Sérgio Laranjo, médico cardiologista, investigador e Diretor Académico do Centro de Conhecimento em IA, Evidência do Mundo Real e Saúde Digital da NOVA Medical School.

Concluídos os trabalhos desta segunda conferência, será elaborado um documento de recomendações a apresentar ao Governo, com propostas que contribuem para o desenvolvimento de um futuro capítulo especificamente dedicado à Saúde na Agenda Nacional para a Inteligência Artificial.

O objetivo é ajudar a definir prioridades para uma utilização da tecnologia que conjugue inovação, qualidade dos cuidados, sustentabilidade, segurança e confiança.

Entre os participantes encontram-se Pedro Póvoa, diretor da NOVA Medical School, António Vaz Carneiro, coordenador da Comissão para a IA da Ordem dos Médicos, Luís Goes Pinheiro, presidente do Conselho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Francisco Maio Matos, presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra, Hélder Mota Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, e representantes de diferentes instituições.

Os trabalhos decorrem em torno de três áreas consideradas determinantes para o futuro da IA na Saúde: ‘Governação, regulação, ética e confiança’; ‘Dados, interoperabilidade e infraestrutura’; e ‘Adoção, profissões e sustentabilidade’.

A sessão tem início às 09h00 e termina às 13h00, após uma síntese dos contributos das três áreas
de discussão e a apresentação dos próximos passos. A primeira conferência realizou-se a 13 de
março, no Porto.