O número de casos confirmados de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) subiu para 782, incluindo 181 mortes, indicaram hoje as autoridades do país, após o surto declarado a 15 de maio no leste do país.
No seu último boletim, divulgado na rede social X, o Ministério da Comunicação e dos Media da RD Congo indicou, como refere a Lusa, que os dados foram compilados até sábado, 13 de junho.
As autoridades congolesas informaram ainda que 359 doentes estão hospitalizados em isolamento e 56 recuperaram da doença.
A taxa de letalidade global do vírus está atualmente nos 23,1%, segundo o Ministério da Comunicação e Media.
“A vigilância continua a ser crucial. Qualquer pessoa que apresente febre, vómitos, diarreia ou qualquer outro sintoma suspeito deve procurar imediatamente o centro de saúde mais próximo para receber cuidados médicos urgentes”, indicou.
As autoridades reiteraram que a adesão às medidas preventivas, como a lavagem frequente das mãos, o rastreio de contactos e o distanciamento de pessoas doentes ou que morreram por causas suspeitas, “continua a ser crucial para conter a propagação da epidemia”.
Em resumo
O surto foi oficialmente declarado a 15 de maio na província de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, epicentro da epidemia, mas desde então alastrou às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul.
A epidemia chegou também ao Uganda, onde foram detetados até à data 19 casos, incluindo 14 casos considerados importados da República Democrática do Congo, e duas mortes.
O surto está ligado à estirpe Bundibugyo do ébola, que tem uma taxa de mortalidade entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera o risco do surto “elevado” na África Subsariana e “baixo” a nível global.
A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração de surto, que foi classificado a 17 de maio como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”.
O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.




