Lisboa, 28 de maio de 2026 – A Crioestaminal, líder em Portugal na criopreservação de células estaminais, acolhe com satisfação os resultados de um estudo pioneiro recentemente publicado na revista The Lancet. A investigação, conduzida pela Universidade da Califórnia, Davis (UC Davis), constitui o primeiro ensaio clínico em humanos a demonstrar que células estaminais mesenquimais (MSCs) derivadas da placenta podem ser utilizadas de forma segura durante a cirurgia intrauterina para reparação do mielomeningocele, a forma mais grave de espinha bífida.
“Este estudo representa um marco extraordinário na medicina fetal e confirma o enorme potencial das células estaminais da placenta. Estamos perante uma prova científica robusta de que as células recolhidas e preservadas no momento do nascimento podem, num futuro próximo, ser utilizadas para tratar doenças do sistema nervoso central ainda antes de o bebé nascer”, afirma Francisco Santos, Diretor de Produção e desenvolvimento da Crioestaminal.
No estudo de fase 1, seis fetos diagnosticados com mielomeningocele foram submetidos a cirurgia intrauterina entre as 24 e as 26 semanas de gestação, na qual foi aplicada uma camada de MSCs derivadas da placenta integradas numa matriz extracelular diretamente sobre a lesão. Os resultados foram altamente positivos:
• Todos os bebés apresentaram reversão da herniação do romboencéfalo, um indicador chave de melhoria neurológica;
• Não foram registadas complicações intraoperatórias, nem necessidade de transfusões ou parto de emergência;
• Os exames pós-natais não revelaram crescimento de tecido anormal nem formação de tumores;
• A mediana da idade gestacional no parto foi de 34 semanas e 5 dias, com todos os bebés em bom estado de saúde.
A placenta é uma fonte rica em células estaminais mesenquimais com propriedades únicas: origem fetal, ausência de tumorigenicidade, efeito neuroprotetor e capacidade imunomoduladora. Comparativamente às MSCs derivadas da medula óssea adulta, as células mesenquimais da placenta secretam quantidades superiores de fatores de crescimento neurotróficos, cruciais para a regeneração do tecido nervoso.
Este estudo reforça o valor científico e clínico da criopreservação do tecido da placenta. Para as famílias que optam por preservar essas células durante a gravidez, os resultados agora publicados confirmam o potencial terapêutico e científico dessa escolha. A Crioestaminal tem acompanhado de perto esta área, reafirmando o seu compromisso com o avanço científico e com a saúde das famílias portuguesas. Os autores do estudo sublinham que a fase 1/2a se encontra em curso, com o objetivo de avaliar a segurança a longo prazo e a eficácia preliminar do tratamento. A Crioestaminal acompanha de perto os progressos na investigação com células estaminais, reafirmando o seu compromisso com o avanço científico e com a saúde das famílias portuguesas.




