O Comité Olímpico de Portugal (COP) recomendou hoje aos atletas que evitem o recurso a manipulados, suplementos e medicamentos adquiridos fora do circuito do Infarmed, alertando para os riscos de dopagem não intencional.
A cerca de dois meses dos Jogos do Mediterrâneo Taranto2026, em Itália, a direção de medicina desportiva do COP reforça a importância da prudência e proteção da integridade desportiva, lembrando que, de acordo com o Código Mundial Antidopagem, “o atleta é responsável por qualquer substância encontrada no seu organismo”.
“Essa responsabilidade aplica-se também a manipulados, suplementos e medicamentos comprados online ou fora do circuito do Infarmed [Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde], bem como a substâncias farmacológicas proibidas sem Autorização de Utilização Terapêutica aprovada”, refere a nota, a que a Lusa teve acesso.
O organismo olímpico português sublinha que “a eventual contaminação de produtos, erros de rotulagem ou a ausência de intenção por parte do atleta podem ser considerados na avaliação das consequências disciplinares, mas não afastam a existência de uma infração antidopagem”.
Por esse motivo, o COP desaconselha fortemente a utilização destes produtos, sobretudo daqueles adquiridos fora do circuito formal de controlo, devido ao risco acrescido de conterem substâncias proibidas.
Citado no comunicado, o diretor clínico do COP, José Gomes Pereira, garante que o organismo pretende “seguir de forma criteriosa todas as recomendações emanadas dos organismos nacionais e internacionais representativos e afetos a esta matéria” e acrescenta que, a muito curto prazo, será reforçada a formação sobre estas temáticas para atletas e treinadores.
Portugal deverá estar representado nos Jogos Taranto2026, que decorrem entre 21 de agosto e 03 de setembro, por mais de 100 atletas, naquela que será a sua terceira participação em Jogos do Mediterrâneo, competição na qual soma 49 medalhas: 10 de ouro, 18 de prata e 21 de bronze.




