Cabo Verde realiza no sábado uma campanha à escala nacional, em cada um dos 22 municípios, para prevenir a dengue e a malária, mobilizando o serviços públicos, organizações locais e a população, anunciou hoje o ministro da Saúde.
“Todos temos consciência dos problemas que temos enfrentado com as doenças transmitidas por vetores”, como o mosquito, “nomeadamente o paludismo [malária] e a dengue, no último ano”, afirmou o ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, na cidade da Praia, após uma reunião com o presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV).
Segundo afirmou, “se todos os cabo-verdianos estiverem envolvidos na luta antivetorial, maior será o sucesso na eliminação dessas doenças”.
Lúcio Fernandes referiu que a campanha será coordenada por uma comissão interministerial presidida pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, e visa reduzir o risco de propagação da dengue e do paludismo antes do período de maior pluviosidade, quando aumenta a proliferação de mosquitos.
A Lusa conta que o ministro apelou à eliminação de águas estagnadas junto das habitações, à remoção de recipientes e garrafas que possam acumular água e à proteção de cisternas, medidas destinadas a reduzir os locais de reprodução dos insetos.
Segundo o responsável, Cabo Verde não regista atualmente casos de malária e está a ser elaborado um plano para identificar as zonas consideradas mais críticas, onde serão concentradas as ações de limpeza.
O arquipélago recebeu o certificado da Organização Mundial da Saúde (OMS) de país livre de malária, em janeiro de 2024, e quer manter esse título.
Lúcio Fernandes recordou que, em 2025, Cabo Verde registou cerca de 400 casos de dengue e 100 casos de malária, entretanto sanados.
Além do Ministério da Saúde, a campanha envolverá os ministérios das Finanças, do Ambiente e da Agricultura, as Forças Armadas, a Cruz Vermelha, as delegações de saúde e as câmaras municipais.
O presidente da Associação de Municípios de Cabo Verde (AMCV), Fábio Vieira, disse que a associação já iniciou contactos com todos os autarcas para preparar a logística da campanha.
O responsável reconheceu que as autarquias enfrentam dificuldades relacionadas com depósitos de água, poços e lixeiras a céu aberto, defendendo o reforço das ações de sensibilização para aumentar a participação da população.
A estação das chuvas no arquipélago decorre habitualmente entre julho e outubro, período que favorece a reprodução dos mosquitos transmissores destas doenças.




