APEF leva propostas para reforçar o SNS a Adalberto Campos Fernandes

A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF) reuniu com Adalberto Campos Fernandes, coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, para discutir o papel do farmacêutico no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e as propostas apresentadas pela federação para reforçar a resposta do sistema de saúde.

O encontro permitiu abordar e entregar a Tomada de Posição que a APEF elaborou para o Dia do SNS, assinalado a 15 de setembro. O documento apresenta sete propostas prioritárias nas quais, segundo a associação, o aproveitamento das competências dos farmacêuticos pode contribuir para um SNS mais acessível e sustentável.

“Esta audiência permitiu-nos apresentar os principais contributos que a APEF identifica como prioritários para responder aos desafios que o SNS ainda enfrenta. Encontrámos uma grande recetividade por parte do Professor Doutor Adalberto Campos Fernandes e, em muitas das matérias discutidas, identificámos pontos de convergência, o que reforça a importância de continuar a promover este diálogo e a construir soluções concretas para o futuro do SNS”, explica a APEF, em comunicado. 

Créditos: APEF

Entre as propostas destacam-se a intervenção farmacêutica em situações clínicas ligeiras, o acesso dos farmacêuticos comunitários à informação clínica dos utentes, a dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade, o reforço dos programas de rastreio e prevenção nas farmácias comunitárias e a valorização da carreira farmacêutica no SNS.

Durante a reunião, foram também discutidos os desafios atuais do SNS e a necessidade de transformar recomendações, projetos-piloto e boas práticas já existentes em medidas concretas, aproveitando plenamente as competências dos diferentes profissionais de saúde.

Para a APEF, o farmacêutico constitui um recurso altamente qualificado e estratégico para o futuro do SNS, pela sua especialização no medicamento e pela proximidade que mantém diariamente com a população. A federação ainda reafirma a sua disponibilidade para contribuir para o debate sobre o futuro do SNS e para defender políticas que permitam passar da intenção à concretização, valorizando o papel dos farmacêuticos e de todos os profissionais que integram o sistema de saúde.