Universidade de Aveiro cria hidrogéis biológicos para medicina regenerativa 95

Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram novos hidrogéis biológicos a partir de substâncias libertadas por células humanas, para aplicação na medicina regenerativa, informou hoje fonte académica.

A equipa “utilizou secretomas de células estaminais humanas, retiradas de gordura corporal, para criar materiais sem necessidade de componentes artificiais”, segundo explica uma nota de imprensa da UA, a que a Lusa teve acesso.

Os hidrogéis libertam moléculas bioativas durante vários dias para estimular a migração celular e acelerar a regeneração de tecidos.

“Os testes laboratoriais demonstraram que os novos materiais superam a eficácia de suplementos biológicos comuns e permitem o ajuste da sua rigidez” revela.

A nota adianta que a tecnologia “possibilita a organização de estruturas semelhantes a vasos sanguíneos, sendo essencial para criar tecidos funcionais e tratamentos seguros”.

“Este avanço representa um passo importante no desenvolvimento de biomateriais totalmente biológicos, de origem humana, com elevado potencial de personalização e aplicação em áreas como a cicatrização de feridas, engenharia de tecidos, medicina regenerativa e terapias avançadas, podendo no futuro contribuir para tratamentos mais eficazes, seguros e naturais”, antevê a nota de imprensa.

A equipa de investigação é formada pelos investigadores Ana Santos-Coquillat, Beatriz Neves, Raquel Gonçalves, Dora Costa, João Mano e Mariana Oliveira.