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Protesto de enfermeiros causa «constrangimentos graves» em sete hospitais

 


04 de julho de 2017

O protesto dos enfermeiros especialistas em saúde materna está hoje a provocar, pelo segundo dia consecutivo, «constrangimentos graves» em pelo menos sete hospitais, nos quais não estão asseguradas as dotações seguras às grávidas, segundo um porta-voz destes profissionais.

Os hospitais de Guimarães, Gaia, Aveiro, Abrantes, Amadora-Sintra, Setúbal e Évora estão atualmente a funcionar com menos enfermeiros especialistas do que o recomendado, de acordo com Bruno Reis, porta-voz do movimento EESMO (Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia).

Este profissional refere que a situação «é caótica» em algumas unidades de saúde e que «já existem grávidas com receio de serem internadas».

«Apesar de os administradores hospitalares afirmarem que está tudo a funcionar normalmente e que tudo está controlado, internamente a situação é caótica», disse Bruno Reis, citado pela “Lusa”.

Estes enfermeiros estão desde segunda-feira a assegurar apenas cuidados indiferenciados de enfermagem, em protesto contra o não pagamento dos seus serviços especializados.

O protesto conta com o apoio da Ordem dos Enfermeiros que recebeu, no primeiro dia de protesto dos enfermeiros especialistas, informações de que «os hospitais nada fizeram para garantir a segurança dos cuidados de saúde».

Em comunicado, a Ordem considera «estar em causa a vida e a saúde das pessoas, em particular das que recorrem aos serviços de saúde materna e de obstetrícia».

«O risco em que se encontram as pessoas e a responsabilidade por eventuais danos na saúde ou nas suas vidas não pode, de modo algum, ser atribuído aos enfermeiros», prossegue a nota.

Para a Ordem, «a falta de um plano de adequação à alteração de posição dos enfermeiros demonstra a forma inconsequente, irresponsável, negligente e atentatória do interesse público como o Ministério da Saúde e as instituições do SNS vêm exercendo as suas funções».

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