
A Junta de Freguesia de São Julião, na Figueira da Foz, estabeleceu uma parceria com a Farmácia Santa Ana Jardim para lançar o projeto ‘Farmácia Próxima – Apoio Domiciliário em São Julião’, uma iniciativa destinada a apoiar pessoas vulneráveis, com mobilidade reduzida ou sem cuidador. Além da entrega de medicação ao domicílio, o serviço inclui apoio na requisição de receitas, acompanhamento farmacêutico e monitorização da toma dos medicamentos, procurando promover a adesão terapêutica e reduzir situações evitáveis de recurso aos serviços de urgência.
Daniela Leitão, técnica auxiliar de farmácia e fundadora do projeto, falou com o NETFARMA, começando por explicar como surgiu a parceria com a junta de freguesia: “a nossa farmácia está inserida na freguesia de São Julião e o nosso objetivo é servir o utente da melhor forma possível. Ao longo do tempo, fomos percebendo a dificuldade que a população mais vulnerável tem em deslocar-se à farmácia para levantar a sua medicação habitual, o que deu origem a este projeto”. Deste modo, “solicitámos uma reunião com o presidente da junta para apresentar a ideia, que demonstrou de imediato um grande interesse”.
Além da dificuldade de deslocação à farmácia para o levantamento da medicação, Daniela Leitão conta que “identificámos também a falta de receitas e a dificuldade de deslocação ao posto médico para as requisitar”. Contudo, o maior problema “reside na troca de medicação por parte dos utentes, que muitas vezes não tomam a sua medicação crónica de forma correta”.
Assim sendo, para ultrapassar estas dificuldades, no âmbito do projeto, “disponibilizamos a entrega de medicação ao domicílio, o auxílio na requisição de receitas e o acompanhamento dos utentes nas respetivas tomas, de forma a evitar erros ou sobredosagens. Além disso, tentaremos resolver situações não urgentes, de modo a aliviar a sobrecarga ao nível das urgências hospitalares”. O acompanhamento farmacêutico “será assegurado através de um atendimento telefónico exclusivo para estes utentes e, sempre que houver necessidade, através da deslocação do farmacêutico à habitação do utente”.
A técnica auxiliar de farmácia explica que “a junta de freguesia criará uma base de dados com as requisições do serviço e fará a ponte connosco. A junta tem um papel fundamental na abertura de portas, uma vez que nem sempre os utentes se sentem confortáveis para receber profissionais em casa. Assim, ajuda a transmitir confiança e a informar quem fará a visita. Para garantir a total segurança dos utentes e evitar fraudes, os beneficiários serão sempre informados, por contacto telefónico prévio, sobre o nome do farmacêutico que se deslocará à sua habitação e a hora exata da visita”.
O ‘Farmácia Próxima – Apoio Domiciliário em São Julião’, ainda de acordo com Daniela Leitão, destina-se “a pessoas vulneráveis (maioritariamente a população mais idosa), utentes sem cuidador e pessoas com mobilidade reduzida. Os critérios de acesso são validados pela junta de freguesia, sendo necessário que os interessados requisitem o serviço diretamente na junta”.




