A polícia moçambicana desmantelou três farmácias clandestinas que vendiam medicamentos supostamente pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde, e deteve um cidadão suspeito de envolvimento no caso no distrito de Mocuba, província da Zambézia, região centro, foi hoje anunciado.
Sem avançar as quantidades e a especificidade dos fármacos encontrados, o comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Mocuba, Muamade Djabo, referiu que as farmácias clandestinas “se dedicavam a venda ilegal de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde [SNS]”, apontando o mercado negro e o país vizinho Maláui, entre os principais pontos de distribuição.
Segundo o comandante da PRM, citado hoje, segundo a Lusa, pela comunicação social, além do detido, há outros dois foragidos suspeitos de envolvimento no caso, decorrendo trabalhos para “a sua localização e neutralização até à sua responsabilização”.
A operação foi desencadeada no mercado central do distrito de Mocuba, acrescentou Muamade Djabo.
Em resumo
Em janeiro, as autoridades anunciaram que Moçambique recuperou 5.100 doses dos cerca de 844.860 tratamentos anti-palúdicos desviados em dezembro no armazém central da Machava, província de Maputo.
Em causa esteve uma ação conjunta entre a Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos (Anarme), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), que culminou com a detenção de funcionários do armazém central e seguranças, explicou na altura, na Matola, a diretora-geral da Central de Medicamentos e Artigos Médicos, Noémia Escrivão.
Além dos anti-palúdicos, foram apreendidos na mesma operação, na capital provincial de Manica, também no centro do país, outros medicamentos em comprimidos, igualmente desviados.
Noémia Escrivão salientou que o desvio de medicamentos no país alimenta não só o mercado nacional, mas outros países vizinhos, já que a quantidade apreendida em Chimoio, segundo informações colhidas pelas autoridades, “era uma mercadoria que estava a caminho do Maláui”.
O ministro da Saúde, Ussene Isse, voltou a declarar recentemente “tolerância zero” ao contrabando de fármacos no país, referindo-se aos recentes casos conhecidos de roubos de medicamentos nas unidades sanitárias.




