O coração não tira férias: manter a medicação durante o verão pode fazer toda a diferença

Cerca de 700 mil portugueses com 50 ou mais anos vivem com insuficiência cardíaca4 e muitos desconhecem que têm a doença

As férias são um dos momentos mais esperados do ano, representando um merecido período de pausa, fuga à rotina e descanso, sobretudo para uma população cada vez mais envelhecida. No entanto, para quem vive com uma doença crónica como a insuficiência cardíaca, esta mudança de ritmo exige cuidados adicionais: há rotinas de saúde que devem acompanhar todos os momentos do ano. Afinal, o coração não tira férias.
O verão introduz vários desafios adicionais para quem vive com insuficiência cardíaca: as temperaturas elevadas aumentam o esforço do organismo para regular a temperatura corporal e o calor excessivo pode favorecer situações de desidratação em grupos mais vulneráveis.1 No meio de viagens, convívios e horários menos rígidos, torna-se mais fácil esquecer pequenos hábitos diários, tão simples como a toma da medicação. Embora possa parecer inofensivo, para as pessoas com doença cardíaca, romper esta continuidade aumenta o risco de complicações.2 A toma irregular da medicação, com falhas ou interrupção do tratamento, pode resultar no agravamento da doença e contribuir para um maior risco de hospitalizações e mortalidade. Pelo contrário, a adesão rigorosa à terapêutica reduz internamentos e melhora a evolução clínica.2
Por isso, planear as férias deve incluir também o planeamento da medicação. A Bayer reuniu algumas recomendações gerais de saúde, com base em fontes públicas, que podem ajudar a tornar o verão ainda mais leve:
• Leve medicação suficiente para toda a viagem: antes de sair de casa, confirme que tem medicamentos para todos os dias de férias e reserve algumas doses extra para imprevistos;2
• Mantenha os horários habituais da toma: tente não alterar as suas rotinas, mesmo durante viagens longas ou dias de lazer;2
• Não interrompa o tratamento por iniciativa própria: alterações no esquema terapêutico devem ser previamente discutidas com o médico assistente ou farmacêutico;3
• Conserve os medicamentos corretamente: não exponha os fármacos a temperaturas elevadas, pois o calor pode afetar a conservação do medicamento. Respeite sempre as indicações da embalagem;3
• Evite a exposição ao calor extremo: proteja-se do sol nas horas de maior risco e procure manter-se em locais frescos e arejados;1
• Vigie os sintomas: esteja atento a sinais de agravamento, como falta de ar, inchaço das pernas ou tornozelos, cansaço excessivo ou maior dificuldade em realizar as atividades habituais;4
• Peça apoio aos que o rodeiam: familiares e cuidadores desempenham um papel fundamental para ajudar a garantir a toma da medicação e a vigilância de sintomas.1
A insuficiência cardíaca – que ocorre quando o coração deixa de bombear sangue de forma eficaz para responder às necessidades do organismo – continua a ser frequentemente subdiagnosticada apesar da sua elevada prevalência.
Com o aumento da esperança média de vida em Portugal, tornou-se uma das doenças cardiovasculares mais comuns na população envelhecida, com cerca de 700 mil portugueses com 50 ou mais anos a viverem com insuficiência cardíaca. Atualmente, cerca de um terço das pessoas com 70 ou mais anos tem esta doença, sendo que cerca de 90% destas desconheciam que a tinham.4,5
Num contexto de envelhecimento crescente da população portuguesa, é fundamental promover a literacia em saúde. A insuficiência cardíaca pode ser controlada quando existe acompanhamento médico adequado e adesão às recomendações terapêuticas.
As férias são para descansar, mas não para interromper os cuidados de saúde. Lembre-se de que o coração não tira férias.