A SIP Portugal – Societal Impact of Pain Portugal, plataforma que integra associações de doentes, profissionais de saúde e entidades da sociedade civil empenhadas na redução do impacto social da dor, promove, no dia 29 de maio, entre as 14h30 e as 18h00, o Fórum SIPT 2026, sob o tema “Dor Crónica: Responsabilidade Partilhada, Resposta Integrada”, no Auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa.
A iniciativa procura estimular a cooperação entre decisores políticos, profissionais de saúde e sociedade civil, favorecendo a definição de soluções concertadas e sustentáveis para o impacto individual, social e económico da dor crónica. Procura ainda dar voz às pessoas que vivem com dor crónica e às associações de doentes que as representam, valorizando a sua participação ativa na definição de respostas mais adequadas às suas necessidades.
“A dor crónica, reconhecida atualmente como doença autónoma, afeta 36,7% da população adulta portuguesa, com consequências que se estendem muito além da clínica: limita a capacidade de trabalhar, fragiliza relações, compromete o bem-estar emocional e gera insegurança económica. É uma realidade complexa, silenciosa e profundamente desigual. É neste contexto que surge o presente fórum, um espaço de compromisso entre instituições para avançar em respostas concretas: melhorar o acesso a cuidados, reforçar a proteção social e criar condições que permitam a cada pessoa viver com maior dignidade, autonomia e qualidade de vida”, refere o Comité Executivo da SIP Portugal.
O programa inclui dois momentos centrais de reflexão e ação. A primeira mesa-redonda, “Dor Crónica: Responsabilidade Partilhada – Saúde, Trabalho e Direitos”, irá explorar a necessidade de uma resposta articulada entre diferentes setores, reconhecendo que viver com dor implica desafios que ultrapassam o sistema de saúde. A sessão conta com a participação de Bruno Trigo, Diretor de Arquitetura, Negócio e Análise de Dados dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS); Carina de Sousa Raposo, Vice-presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED); Helena Sofia Antão, Membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho; e José Romão, Coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Dor da DGS.
A segunda mesa-redonda será dedicada ao tema “A pessoa com dor no centro da decisão”, promovendo uma abordagem que valoriza a escuta ativa, a participação e o respeito pelas necessidades reais de quem vive com dor. A sessão conta com a participação de Hugo Mendonça, Gestor de Caso na Pessoa com Doença Crónica Complexa na ULSLA; Joaquim Brites, Presidente da Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN); Maria Farçadas, Vogal da Direção da Ordem dos Assistentes Sociais; e Sónia Bernardes, psicóloga, investigadora e docente no ISCTE.
A participação é aberta a todos os interessados e gratuita, mediante inscrição prévia obrigatória, disponível através do seguinte link: https://sip-pt.pt/forum-dor-cronica-responsabilidade-partilhada-resposta-integrada/




