O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) admitiu que mais casos de infeção por hantavírus podem surgir nas próximas semanas entre os ex-passageiros e tripulação do navio onde ocorreu o surto.
“Devido às incertezas que ainda persistem e ao longo período de incubação, é possível que assistamos a casos adicionais em ex-passageiros e tripulantes nas próximas semanas”, afirmou a diretora do centro europeu, Pamela Rendi-Wagner, num comunicado a que a Lusa teve acesso.
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De acordo com as recomendações científicas do ECDC, os passageiros e tripulantes que apresentem sintomas de infeção necessitam de isolamento imediato, testes e cuidados médicos, enquanto os que estão assintomáticos devem permanecer em quarentena e a monitorizar o aparecimento de sintomas até seis semanas.
O centro europeu confirmou ainda que ontem foi reportado um novo caso confirmado em França, uma passageira do navio que desenvolveu sintomas agudos no voo de regresso a França e que se encontra em cuidados intensivos.
Segundo adiantou, a sequenciação genética do vírus “sugere fortemente” que as amostras de passageiros testadas e confirmadas estão ligadas à mesma fonte original de infeção.
“As informações genómicas mostram ainda que o vírus envolvido no surto é semelhante aos vírus dos Andes já conhecidos por circularem na América do Sul e não é uma nova variante”, salientou ainda o centro europeu, que manteve a avaliação de risco como muito baixo para a população em geral.
A Comissão Europeia disse ontem que ativou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, a pedido de Espanha, e realizou no domingo a partir de Tenerife quatro voos de repatriamento de passageiros do navio afetado.
No domingo foram retiradas do navio de cruzeiro e repatriadas 94 pessoas de 19 nacionalidades.
A OMS confirmou até agora seis casos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram no cruzeiro MV Hondius, que saiu do sul da Argentina no início de abril. Três pessoas morreram.




