A Ordem dos Farmacêuticos saudou hoje a criação da reserva estratégica de medicamentos e defendeu que os fármacos e dispositivos médicos devem estar em permanente circulação no sistema, em vez de armazenados, e ter stocks maiores.
Em comunicado, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) recorda que a criação da reserva estratégica de medicamentos e dispositivos médicos, anunciada na terça-feira pelo Governo, foi uma das propostas que apresentou na consulta pública do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) e pede que se defina um sistema integrado de resposta que garanta a rápida mobilização dos fármacos necessários.
PTRR prevê criação de reserva de medicamentos e de dispositivos médicos
Defende que esta reserva nacional e regional de medicamentos deve ter “um caráter dinâmico”, com stocks mais elevados face aos atuais, mas em permanente circulação no sistema, em vez de estarem armazenados, para minimizar o risco de inutilização por expirarem os prazos de validade e evitar “perdas económicas significativas”.
Esta reserva deverá também estar sujeita a “monitorização contínua e atualização permanente”, acompanhando a evolução das terapêuticas e das necessidades assistenciais, acrescenta.
“Há muito tempo que a Ordem alerta para esta necessidade. Trata-se de uma medida muito positiva que permite efetivamente preparar o país para uma resposta eficaz na assistência terapêutica em cenários de catástrofe”, afirma o bastonário da OF, Helder Mota Filipe, citado no comunicado, analisado pela Lusa.
Em ofício enviado ao primeiro-ministro, o bastonário transmitiu a total disponibilidade da OF para colaborar com o Governo na definição e concretização de soluções, colocando o conhecimento técnico-científico e a experiência dos farmacêuticos portugueses ao serviço do país.
Na nota, o bastonário alerta ainda que será essencial “conhecer os planos de operacionalização” para assegurar o efetivo funcionamento desta reserva.
Na quarta-feira, a Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) aplaudiu a criação da reserva estratégica de medicamentos e defendeu que se integre a distribuição farmacêutica no processo para garantir a acessibilidade e disponibilidade dos fármacos.




