DGS reduz para nível 1 o risco do Plano Sazonal de Saúde

A Direção-Geral da Saúde (DGS) reduziu para nível 1-amarelo, o risco do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde devido à descida das temperaturas e a melhoria dos indicadores ambientais e epidemiológicos.

Após ter elevado em 03 de julho o nível de risco para Nível 2–laranja em todo o território continental perante as previsões de calor extremos, a DGS, em colaboração com a Direção Executiva do SNS, anunciou ao início da noite de segunda-feira “o desagravamento do nível de risco para nível 1–amarelo”, face “à evolução dos indicadores ambientais e epidemiológicos”.

As autoridades de saúde fundamentam esta decisão com as previsões meteorológicas do Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) que preveem uma melhoria das condições meteorológicas com diminuição das temperaturas máximas e mínimas na generalidade do território, com desagravamento gradual dos avisos meteorológicos por tempo quente.

“O índice Ícaro do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa), que atualmente estima um efeito significativo do calor sobre a mortalidade, apresenta também uma tendência de desagravamento nos próximos dias, mais acentuado nas regiões Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo”, salienta a DGS num comunicado publicado no site e consultado pela Lusa.

A DGS explica que o retorno ao nível de risco 1-amarelo pressupõe uma vigilância reforçada, correspondente a situações de evento climático extremo provável e com potencial impacto moderado na saúde da população ou na procura de cuidados de saúde, especialmente em grupos vulneráveis, que implicam o reforço da vigilância, da comunicação de risco e da prontidão operacional dos serviços, podendo determinar ajustes na organização interna dos serviços.

A autoridade de saúde recomenda à população que adote as medidas de proteção adequadas às situações de calor extremo, nomeadamente beber água regularmente, mesmo sem sede, permanecer em locais frescos ou climatizados sempre que possível.

Evitar a exposição solar nas horas de maior calor e esforços físicos intensos durante os períodos de maior temperatura, prestar especial atenção às crianças, às pessoas idosas, às pessoas com doença crónica e às restantes pessoas em situação de maior vulnerabilidade são outras recomendações da DGS.