O subdiretor da Direção-Geral da Saúde (DGS) fez hoje um balanço “muito positivo” da última campanha de vacinação, mas manifestou preocupação com “a hesitação vacinal crescente” nos adultos, principalmente na vacina contra a covid-19.
“O balanço é muito positivo e a vacinação é uma história de sucesso inacabada. Sucesso, porque conseguimos manter coberturas de vacinação muito elevadas, acima dos 95% para o Programa Nacional de Vacinação, quando no mundo vemos um fenómeno crescente de hesitação vacinal”, realçou André Peralta dos Santos.
O subdiretor da DGS falava aos jornalistas na Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão-Lafões, à margem da apresentação do relatório de avaliação da campanha de Vacinação Sazonal 2025-2026, que decorreu entre 23 de setembro de 2025 e 30 de abril de 2026, do Programa Nacional de Vacinação.
Do relatório de vacinação da campanha de 2025-26, André Peralta Santos admitiu “preocupação com a hesitação vacinal crescente no adulto e que se manifesta, principalmente, na vacina contra a covid-19”.
“A vacina é segura, continuamos a ter a cada inverno, pessoas que ficam gravemente doentes com covid-19, mas efetivamente as coberturas vacinais têm vindo a ser decrescentes”, reconheceu, citado pela Lusa.
Segundo o subdiretor da DGS, o vírus SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, “continua a circular no país, assim como o da gripe, e causa tanta doença como o vírus da gripe”.
André Peralta Santos destacou ainda aos jornalistas os números da vacinação contra a gripe em crianças até aos dois anos e que começou no ano passado.
“Já conseguimos atingir coberturas que nos colocam ao nível dos melhores países, cerca de metade das crianças até aos dois anos foram vacinadas contra a gripe”, disse.
Questionado sobre as campanhas existentes contra a vacinação, André Peralta Santos disse que a DGS “não nota esses fenómenos de hesitação vacinal na população pediátrica, nas crianças”.
“Há alguns sinais muito ténues, muito focados em algumas regiões do país, nomeadamente no Algarve, Alentejo e grande Lisboa que acompanhamos com grande preocupação e reforçamos a confiança junto dos profissionais, nesse trabalho de proximidade”, vincou.
Isto, porque, “é o médico de família, o enfermeiro, em quem os pais depositam mais confiança e com quem tiram as suas dúvidas, que são normais, mas que devem ser esclarecidas” junto desses profissionais de saúde, disse.




