
A ADIFA tem acompanhado com atenção o impacto do novo conflito no Médio Oriente sobre a cadeia de fornecimento dos medicamentos. “Até ao momento, não se registaram ruturas no abastecimento, nem constrangimentos nas rotas de distribuição e no acesso a terapêuticas em Portugal”, indicou Nuno Flora, presidente da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA), ao NETFARMA.
Não obstante, “ainda assim, este conflito tem, naturalmente, efeitos na cadeia de valor, nomeadamente ao nível dos custos operacionais, com destaque para o aumento significativo do preço dos combustíveis. Este fator exerce uma pressão acrescida sobre os distribuidores farmacêuticos de serviço completo, que asseguram diariamente o abastecimento de todo o território nacional”.
O setor do medicamento é altamente regulado, com preços e margens definidos, “o que significa que a Distribuição Farmacêutica, ao contrário de outros setores, não pode refletir o aumento dos custos no preço final. Como consequência, os distribuidores farmacêuticos de serviço completo absorvem na íntegra estes encargos adicionais, o que coloca uma pressão significativa sobre a sustentabilidade económico-financeira da atividade”, alerta Nuno Flora.
Por isso, “o prolongamento e a intensificação do conflito, traduzidos no aumento contínuo dos custos energéticos e logísticos – designadamente, dos combustíveis –, poderá vir a afetar o normal funcionamento do circuito de abastecimento, com repercussão potencial no nível de serviço habitual prestado pela distribuição farmacêutica, que tem um papel crítico para a saúde pública em Portugal”.
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Nesse cenário, ainda de acordo com o seu presidente, “a ADIFA acredita que será fundamental a adoção de medidas por forma a mitigar o impacto dos custos extraordinários acrescidos e preservar a robustez da cadeia de abastecimento de medicamentos, pois, caso contrário, a persistência desse aumento de custos poderá comprometer a capacidade de resposta do setor”.




