A associação que representa as Unidades de Saúde Familiar destacou a melhoria substancial nos cuidados de saúde e acompanhamento da população nos seus 20 anos de existência e apelou à desburocratização para que novas possam ser criadas.
Em comunicado para assinalar os 20 anos de existência das Unidades de Saúde Familiar (USF), a Associação destacou a melhoria substancial no acompanhamento de pessoas com doenças crónicas, o aumento da cobertura de rastreios populacionais, vigilância infantil e materna de excelência e uma relação de maior confiança junto da população.
No entendimento da Associação, os ganhos acumulados ao longo de 20 anos são evidentes, “no entanto as reformas precisam de ser alimentadas para continuarem a produzir bons resultados e estarem adaptadas às evoluções sociais”.
“Agora é necessário dar um passo em frente e conseguir desbloquear os gargalos burocráticos e legislativos que impedem que o modelo USF chegue ainda a mais gente, a mais zonas de baixa densidade populacional e se mantenha nas áreas de grande pressão assistencial”, apela a Associação, citada pela Lusa.
De acordo com a Unidades de Saúde Familiar – Associação Nacional (USF-AN), existem atualmente 24 candidaturas a novas USF, que podem representar mais 246.324 novos utentes com equipa de saúde familiar.
Na nota, a Associação lembra que recentemente o Governo anunciou que o “PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] contribuirá para a construção e renovação de 492 unidades de saúde, nomeadamente, 55 novos centros de saúde construídos, 335 requalificados e a conclusão substancial de projetos de construção e requalificação, de 102 centros de saúde”.
Na opinião de USF – AN este era um passo essencial, pois “sem estruturas físicas adequadas, é difícil prestar bons cuidados de saúde”.
Duas décadas depois da sua criação existem atualmente 717 USF, que servem 8.056.179 pessoas, assistidos por 15.416 profissionais, integrados em equipas de saúde familiar.
A 04 de setembro de 2006 foram quatro as USF a arrancar: USF de Valongo, a USF São João de Sobrado, a USF Condeixa e USF Nascente.
“As USF são unidades auto-organizadas, com uma grande autonomia funcional para organizar o modo como são prestados os cuidados, enquadradas por uma contratualização de serviços com as administrações de saúde que define objetivos e meios para os atingir em cada ano e alicerçadas numa ampla democracia interna com eleição, por voto secreto, do coordenador e conselho técnico e votação em assembleia-geral, uma pessoa, um voto, das várias profissões, das grandes decisões estratégicas das unidades”, segundo a Associação.




