Alzheimer: Administrado em Portugal pela primeira vez novo anticorpo anti-amiloide 189

O CNS – Campus Neurológico procedeu à primeira administração, no país, de um novo anticorpo monoclonal anti-amiloide recentemente introduzido no tratamento da Doença de Alzheimer, “tornando-se a primeira instituição portuguesa a disponibilizar este medicamento na fase inicial da doença”, segundo refere a instituição em comunicado.

Este anticorpo monoclonal anti-amiloide, administrado mensalmente, foi recentemente aprovado em vários mercados internacionais e destina-se a doentes com formas precoces da Doença de Alzheimer. Os estudos clínicos demonstraram a sua capacidade para atrasar a progressão da doença em doentes selecionados, abrindo novas perspectivas terapêuticas no tratamento desta patologia.

Com a primeira administração nacional deste anticorpo específico, “o CNS posiciona-se na linha da frente da inovação terapêutica em Portugal, afirmando-se como centro de referência nacional na implementação de terapêuticas modificadoras da doença, baseadas em evidência científica robusta e eficácia clinicamente estabelecida”, indica.

“Pela primeira vez, disponibilizamos aos nossos doentes uma terapêutica com eficácia comprovada em ensaios no atraso da progressão da doença de Alzheimer em fases iniciais. Este é um avanço para a área, que traz uma nova esperança, mas que exige também elevada responsabilidade clínica, devendo ser sempre administrado em contextos especializados, com equipas multidisciplinares experientes e monitorização rigorosa. Para este doente, e para outros no futuro, representa mais do que um tratamento: representa a possibilidade de poder atrasar a progressão da doença e consequentemente a possibilidade de poder preservar mais a funcionalidade”, sublinha, no comunicado citado,Joana Morgado, médica neurologista, coordenadora da Unidade de Demências do CNS – Campus Neurológico.

A seleção criteriosa dos doentes é absolutamente determinante para o sucesso destas terapêuticas. Nem todos os doentes são candidatos, sendo essencial garantir um diagnóstico preciso, a confirmação de biomarcadores e a avaliação rigorosa do perfil de risco-benefício. Só desta forma conseguimos maximizar o potencial de eficácia do tratamento e assegurar a sua utilização segura e responsável na prática clínica”, acrescenta Margarida Rodrigues, neurologista, Coordenadora do CNS Braga.

No âmbito desta evolução terapêutica, o CNS criou recentemente a Consulta de Terapêuticas Modificadoras da Doença de Alzheimer, uma consulta dedicada à avaliação rigorosa e individualizada de doentes que possam beneficiar destas novas opções terapêuticas.