Situações Clínicas Ligeiras: “Nível de resolução muito elevado nas farmácias comunitárias”

Na abertura da sessão pré-congresso do 15º Congresso das Farmácias, intitulada ‘A Farmácia Mais Clínica e Mais Próxima das Pessoas!’, que está a decorrer hoje no Centro de Congressos de Lisboa, Ema Paulino, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), declarou que “esta sessão nasce da necessidade de criar espaços de discussão”, pois “somos cada vez mais um espaço de avaliação clínica”, o que, do ponto de vista da farmacêutica, “exige capacidade técnica”, mas acima de tudo “exige pessoas que todos os dias fazem a diferença no trato direto com as pessoas”.

Projeto de situações clínicas ligeiras

A responsável abordou a “iniciativa estratégica da ANF”, o projeto das situações clínicas ligeiras, explicando que “até ao momento não tínhamos registo da incidência dessas situações e não sabíamos a quantidade de pessoas para as quais conseguíamos resolver a situação e as que precisavam de ser referenciadas para outros níveis de cuidados”.

Porém, a iniciativa permitiu a recolha de um conjunto de dados, que “não correspondem à totalidade de dados, mas que permitem avaliar quantos dos casos foram resolvidos nas farmácias”.

Os valores serão apresentados amanhã, durante o congresso, propriamente dito. Não obstante, Ema Paulino levantou a ponta do véu, afirmando que se está num “nível de resolução muito elevado nas farmácias comunitárias”.

A responsável terminou, rematando que a resolução de clínicas ligeiras nas farmácias é “usar uma porta de entrada que está junto da população” e “temos ferramentas necessárias para resolver situações que iriam sobrecarregar o sistema de saúde”.