Relatório: Indústria Farmacêutica de fora das redes sociais por exigência e limitação regulamentar 439

Relatório: Indústria Farmacêutica de fora das redes sociais por exigência e limitação regulamentar

12-Fev-2014

Menos de metade das principais farmacêuticas marca presença ativa nas redes sociais, revela o último relatório da IMS Institute, intitulado “Envolver os doentes através das Social Media: Será que a Saúde está preparada para lidar com doentes digitalmente mais exigentes?”.

As empresas, sensíveis à crescente importância da tecnologia na comunicação, utilizam as redes sociais com o objetivo de criar um relacionamento mais próximo com os utentes e com o público em geral. É a falta de regulamentação que leva as companhias a não se aventurarem mais nestes canais, havendo ainda um longo caminho a percorrer no setor, salienta o documento, segundo uma nota.

Atualmente as redes sociais assumem um papel fundamental e transversal a todos os setores. A área da Saúde, apesar de mais limitada, não foge à regra. Verifica-se uma maior influência destes canais no envolvimento e no comportamento do doente, sobretudo através da forte adesão à tecnologia móvel por parte dos próprios doentes.

O relatório da IMS Institute revela ainda que das 23 farmacêuticas do Top 50 que utilizam as redes sociais na sua estratégia de negócio, apenas dez utilizam em simultâneo os três maiores canais, Facebook, Twitter e YouTube, para assuntos de saúde. As pequenas farmacêuticas focadas em terapêuticas específicas e as empresas com medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSR) são as que apresentam um maior envolvimento dos doentes através das redes sociais. Como forma de analisar o comportamento dos consumidores nos três canais – Facebook, Twitter e YouTube, a IMS Institute criou um índice que mede o envolvimento das Social Media, através do alcance dos conteúdos, da relevância da mensagem e do nível de interação em torno de um determinado tema – IMS Health Social Media Engagement Index. Conforme explica Murray Aitken, diretor executivo da IMS Institute for Healthcare Informatics, «cada vez mais, os doentes olham para as redes sociais como uma forma de obter e partilhar informações relacionadas com a sua saúde».

«Esta tendência só aumenta a necessidade de existir conteúdo relevante e preciso que pode ser procurado e utilizado pelos doentes durante os tratamentos. Os profissionais de saúde, os reguladores e as farmacêuticas têm que superar a sua reticência e reconhecer o papel fundamental que podem e devem desempenhar como participantes nos assuntos de saúde». Os dados do índice revelam que, no setor da saúde, são as entidades reguladoras que mais utilizam as redes sociais para comunicarem para um público mais amplo.

A FDA, que tem uma presença particularmente forte no Facebook, destaca-se no social media engagement e apresenta a maior pontuação do índice a nível de relacionamento. Por sua vez a Agência Europeia de Medicamentos mantém o feed do Twitter com uma das pontuações mais altas do índice a nível de alcance, logo depois da FDA. O envolvimento direto dos reguladores em discussões de saúde online revela uma real perceção da importância de estabelecer uma presença nas redes sociais, por parte destas entidades. Outra análise do relatório mostra que a Wikipedia é a fonte de informação mais procurada quando se tratam de temas da saúde.

Em 2013, as Top 100 páginas da Wikipedia sobre assuntos de saúde foram acedidas 1,9 milhões de vezes, sendo as doenças raras o tema mais procurado. Quanto às características dos utilizadores das redes sociais, o relatório mostra que a idade é um dos poucos fatores de diferenciação na utilização destes canais, que é por outro lado, menos dependente do género, escolaridade, rendimento ou outras formas de benefício social.

O público mais jovem tende a pesquisar informação online antes de iniciar qualquer tratamento ou terapêutica. Por outro lado, os doentes com 50 ou mais anos tendem a iniciar os tratamentos antes de se informarem online.

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