Primeiro-ministro diz que transferência de hospitais para Misericórdias «é um dever» 269

Primeiro-ministro diz que transferência de hospitais para Misericórdias «é um dever»

22 deoutubro de 2014

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou ontem que a transferência da gestão dos hospitais das Misericórdias para aquelas instituições «é um dever, não é um favor», apontando para o próximo biénio essa alteração.

Pedro Passos Coelho, que falava ontem à tarde na inauguração da Unidade de Cuidados Continuados (UCC) da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez adiantou que o protocolo para o biénio 2015/2016, em preparação, deverá incluir «a primeira grande fase de transferência dos chamados hospitais das Misericórdias para as Misericórdias».

«Devolvê-los à sua proveniência, mantendo a sua vocação e ainda assim conseguindo ganhos de eficiência na ordem dos 25%», sustentou.

Segundo a “Lusa”, o primeiro-ministro adiantou que o novo protocolo tem vindo a ser preparado com a União das Misericórdias, a União das Mutualidades e com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

«Eu tive ocasião de receber já os representantes destas instituições que tiveram com os respetivos ministros do Governo uma reunião de trabalho para conseguimos programar os nossos protocolos e apoios para os próximos dois anos».

Adiantou que o novo acordo, além da área social, será estendido à saúde e educação.

«O que estas instituições desenvolvem é um trabalho de natureza e relevância públicas que toda a gente reconhece e a verdade que fazendo desta maneira nós conseguimos resultados muito melhores do que simplesmente se o Estado utilizasse os seus serviços, e os impostos dos cidadãos, para ir ao encontro das necessidades das pessoas», afirmou.

O equipamento inaugurado ontem pelo primeiro-ministro em Arcos de Valdevez, onde foi distinguido com o título de «irmão de honra» da Santa Casa, representou um investimento de 1,9 milhões de euros.

A UCC dispõe de 24 camas garantidas através de protocolos celebrados entre a Santa Local, a Segurança Social e o Ministério da Saúde. Está ainda dotada de centro de fisioterapia e recuperação.

Além da prestação de cuidados continuados a estrutura dispõe de várias respostas como lar de idosos e crianças em risco, creche, jardim-de-infância, apoio domiciliário e serve ainda 800 refeições diárias no âmbito das cantinas sociais.

Envie este conteúdo a outra pessoa