Portugal distribuiu 1,8 toneladas de medicamentos a luso-venezuelanos 138

Portugal enviou 1,8 toneladas de medicamentos desde que, em 2018, foi criada a rede local de assistência médica à comunidade portuguesa na Venezuela.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, que se encontra de visita à Venezuela até dia 17 de maio.

“Temos aqui a funcionar na Venezuela uma rede médica que permite não só consultas gratuitas, mas exames de complemento e diagnóstico. Temos dado mais de duas mil consultas e foram canalizados para cá 1,8 toneladas de medicamentos”, explicou.

De acordo com Paulo Cafôfo “os medicamentos vão continuar a chegar. Houve dificuldades que conhecemos, durante a pandemia, em termos de transporte, de deslocalização, de dificuldades de comunicações. Realmente houve um período de quebra, mas estamos novamente a retomar e este programa é para continuar”.

O secretário de estado explicou ainda que os médicos locais “identificam as necessidades, que são comunicadas ao consulado que as envia para Lisboa, através da Secretaria de Estado das Comunidades, que tem um protocolo com o Ministério da Saúde e o Infarmed e requisita os medicamentos”.

“Nós não somos uma farmácia e não temos os medicamentos específicos para todas as necessidades, mas temos (para) a grande maioria das doenças que são identificadas e são essas doenças que maioritariamente as pessoas aqui têm, e que procuramos canalizar”, sublinhou.

Paulo Cafôfo explicou ainda que Lisboa está a tentar minimizar as dificuldades dos portugueses da Venezuela, mas que as associações lusas locais “desempenham um papel essencial de rede para o apoio dos mais carenciados e dos mais necessitados”. A função de Portugal é apoiar estas instituições e que, por isso, atribuiu nos últimos anos “mais de meio milhão de euros a estas associações”.

Envie este conteúdo a outra pessoa