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Plano Regional de Saúde nos Açores entra em vigor em fevereiro

20-Jan-2014

O Plano Regional de Saúde, nos Açores, organizado em quatro eixos estratégicos, «entra em vigor em fevereiro», depois de ter recolhido «cerca de 10 contributos» públicos, avançou, na sexta-feira, o diretor regional do setor.

«A consulta pública termina hoje ao final do dia [17 de janeiro] e até ao momento no portal do Governo [Regional] recebemos cerca de 10 contributos todos direcionados para questões mais técnicas e alguns esclarecimentos», disse à “Lusa” Armando Almeida, acrescentando que as sessões de esclarecimento nas unidades de saúde de ilha foram também «muito participadas».

Organizado em quatro eixos estratégicos e em várias áreas de intervenção, o diretor regional sublinhou que «do ponto de vista técnico», o documento «está bastante bem fundamentado», considerando que «os próprios profissionais também se identificaram provavelmente com esta nova visão e com esta nova estratégia» e por isso «não fizeram grandes sugestões».

Armando Almeida adiantou ainda que no dia 30 de janeiro o plano «vai ao Conselho Regional de Saúde», indicando ainda que será feita «uma redação final» com base nos contributos recolhidos, embora «as alterações sejam de pormenor».

O diretor regional da Saúde frisou ainda que se trata de um plano «dinâmico», pelo que «a qualquer momento poderá ser reformulado e reestruturado, não nos seus princípios de base, mas nalgumas das áreas de intervenção», até «tendo por base também o diagnóstico de saúde da população da região» que a tutela espera iniciar «ainda no primeiro semestre deste ano». «Vamos realizar pela primeira vez um inquérito regional de saúde na região, à semelhança do inquérito nacional, e esperamos ter uma série de informação que nos permita fazer pequenos ajustes no documento», disse.

O inquérito, cuja amostra ainda está a ser definida, será feito por «entrevistadores devidamente acreditados» e será aplicado num grupo restrito da população, segundo Armando Almeida. Questionado a pronunciar-se sobre o documento, o presidente da Ordem dos Médicos nos Açores, Jorge Santos, manifestou à “Lusa” reservas em relação à metodologia que foi seguida, mas não em relação aos conteúdos.

«Parece-nos um enunciado de marcadores que não corresponde propriamente a um plano mas estamos ainda a estudar», referiu Jorge Santos, salientando que «o conselho [médico] ainda não se reuniu para tomar uma posição, mesmo interna, sobre este assunto».

«Ainda não fizemos uma discussão final sobre o assunto e logo que a façamos, e se considerarmos adequado, nós pronunciar-nos-emos», disse. De acordo com o diretor regional da Saúde, «foram convidados todos os grupos profissionais a participarem e qualquer ordem profissional podia dar o seu contributo», mas disse que «não havia» obrigatoriedade de submeter o documento a nenhuma das ordens profissionais.

Contactada pela “Lusa”, a Ordem dos Enfermeiros recusou para já pronunciar-se sobre o assunto, remetendo para mais tarde uma eventual posição sobre o documento.

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