Pessoas que tiveram covid-19 estão mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares 294

A Daiichi Sankyo Europe Company, Limited (doravante, Daiichi Sankyo Europe) anunciou hoje as conclusões de um novo relatório que confirma que as pessoas que testaram positivo a COVID-19 enfrentam riscos mais elevados de ter várias formas de doença cardiovascular (DCV). Conclusões adicionais revelam que a carga das DCV na Saúde deverá aumentar devido às implicações de longo prazo de COVID-19, destacando a necessidade de priorizar o atendimento à comunidade de doentes com DCV em todos os sistemas de saúde europeus.

O relatório editorial independente, publicado pela Economist Impact e patrocinado pela Daiichi Sankyo Europe, reviu as evidências disponíveis para perceber o impacto que a COVID-19 teve em doentes já com DCV, na prestação de cuidados cardiovasculares e nas implicações de ‘longo COVID’ para os sistemas de saúde no futuro. Com foco nas regiões da Europa Ocidental – em particular França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido – as principais conclusões do relatório baseiam-se nas evidências disponíveis e discussões com especialistas em cardiologia, neurologia e saúde pública, para identificar as áreas que necessitam de intervenção para atender às crescentes necessidades da comunidade com DCV.

Em 2020, mais de 60 milhões de pessoas viviam com DCV na União Europeia e cerca de 13 milhões de novos casos foram diagnosticados naquele ano. A prevalência de fatores de risco subjacentes ao estilo de vida, como pressão arterial e colesterol altos, baixa atividade física, obesidade e diabetes, aumentaram nas últimas décadas. O risco de desenvolver DCV também aumenta com a idade e, à medida que a população da Europa continua a envelhecer, com a previsão de ter 155 milhões de europeus com mais de 65 anos em 2040, a incidência de DCV deverá aumentar drasticamente4. É provável que isso seja ainda mais exacerbado pela pandemia de COVID-19 devido à relação entre a infeção e o desenvolvimento de DCV. No entanto, 80% das doenças cardíacas prematuras e AVC são evitáveis, demonstrando uma necessidade urgente de lidar com esta crise de saúde.

O impacto do vírus nos riscos relacionados com as DCV

Além da crescente prevalência dos fatores de risco de DCV, o relatório Economist Impact confirma que as pessoas que testaram positivo a COVID-19 correm um risco ainda maior de sofrer de DCV e eventos de saúde relacionados, como insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral e arritmia.

O relatório Economist Impact também sugere que houve uma subnotificação substancial de mortes devido a COVID-19 em todo o mundo. Em janeiro de 2022, estimava-se que havia mais 18,8 milhões de vidas perdidas durante a pandemia do que o esperado, acima das 5,44 milhões de mortes atribuídas diretamente a COVID-19 em dezembro de 2021. Estas mortes adicionais deverão incluir não só pessoas que tiveram COVID não detetado, como também óbitos por outras causas, onde as condições que levaram à morte foram amplificadas ou causadas pela própria COVID ou pelas dificuldades de acesso aos cuidados de saúde durante a pandemia. Tais condições provavelmente incluem a DCV.

As implicações da resposta à pandemia para a comunidade com DCV

O relatório também revela as implicações indiretas de COVID-19 nos sistemas de saúde e nos cuidados com DCV. A capacidade limitada dos sistemas de saúde sobrecarregados, combinado com o medo do doente de exposição ao vírus, significou que os cuidados cardiovasculares foram reduzidos em todos os níveis, aumentando tanto a mortalidade no curto prazo, como o risco a longo prazo.

De acordo com os resultados, esse fenómeno verificou-se também a médio prazo; quase um ano após o início da pandemia, a Organização Mundial da Saúde continuou a registar uma interrupção generalizada no controlo da pressão arterial e no tratamento cardiovascular de emergência: desde a falta de serviços de emergência e gestão de fatores de risco, aos atrasos no diagnóstico de DCV.

Os efeitos indiretos do ‘COVID longo’

‘COVID longo’ descreve a consequência ainda pouco compreendida, mas aparentemente comum, da infeção por COVID-19. Estudos sugerem que manifestações comuns de COVID longo, como falta de ar e fadiga, estão associadas a maior risco de eventos cardiovasculares, incluindo insuficiência cardíaca e ataque cardíaco. Em análise ao relatório, o Dr. Amitava Banerjee, consultor de Cardiologia e Professor de Clinical Data Science da University College London, explicou: “Estamos apenas a ver a ponta do iceberg quando se trata do impacto a longo prazo de COVID-19 nas DCV, com mais dados a surgir à medida que o tempo passa”.

As conclusões do relatório indicam ainda que os desafios decorrentes de COVID longo podem aumentar a carga de DCV no curto e no médio prazo, exigindo a implementação de estratégias preventivas para se alinhar com um cenário de saúde em evolução. Dr Banerjee concluiu: “Como médicos, estamos a assistir, neste momento, a pessoas em estágios muito mais avançados de DCV, o que significa que os cuidados de que necessitam são muito mais desafiantes e os resultados favoráveis menos prováveis. Para prevenir eventos fatais e melhorar os resultados para os doentes, devemos colocar um foco maior na identificação de fatores de risco e na deteção precoce de sintomas de DCV. Ao fazer isso, também podemos aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde já sobrecarregados”.

A urgência premente de reorientar os esforços para a DCV

Embora a crise pandémica aguda tenha exigido atenção e recursos imediatos, o relatório Economist Impact demonstra a urgência dos sistemas de saúde reorientarem esforços para atender as necessidades médicas não atendidas das DCV, que constitui a principal causa de morte na Europa. Um foco renovado na prevenção, deteção precoce e identificação de sintomas e de fatores de risco, pode reduzir as implicações de DCV no futuro.

Oliver Appelhans, Head Commercial Operations, Head Affiliate & Partner Management Specialty Medicines da Daiichi Sankyo Europe comenta: “Agora, mais do que nunca, temos de lidar com o elevado impacto da DCV na Europa e a forma como foi exacerbada pela pandemia de Covid-19”. Continuou: “Como indústria, temos um papel importante a desempenhar para atender às necessidades da comunidade médica e ajudar a proteger as pessoas contra a DCV. Na Daiichi Sankyo Europe, continuamos empenhados em trabalhar em estreita colaboração com a comunidade da saúde e com os parceiros da Indústria para apoiar melhores cuidados de saúde, colocando a prevenção no centro dos nossos esforços”.

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