Médico português integra direção da Associação Europeia de Cardiologia de Intervenção Percutânea 166

Eduardo Infante de Oliveira, cardiologista de intervenção do Hospital Lusíadas Lisboa, é o novo coordenador do Comité de Novas Iniciativas Para Jovens Cardiologistas de Intervenção durante os dois anos de mandato da nova direção da Associação Europeia de Cardiologia de Intervenção Percutânea (EAPCI) da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC).

O cardiologista de intervenção será, a par de Rui Campante Teles – médico que presidirá ao Comité de Treino e Certificação -, um dos primeiros portugueses a assumir a coordenação de uma das áreas da EAPCI. De acordo com Eduardo Infante de Oliveira, a sua principal missão neste mandato é promover “ações de formação com conteúdos e formatos dirigidos aos jovens em formação e dar voz aos jovens cardiologistas de intervenção, levando as suas sugestões e ideias frescas a influenciar o futuro da associação”.

Na área da formação, o responsável diz querer manter o curso para internos e jovens especialistas em formação que antecede o Congresso anual da ESC, tendo também o objetivo de reforçar a área com “formatos não presenciais que permitam fazer chegar esta formação durante esta crise pandémica, tendo até potencial para se tornar uma oportunidade, aumentando as audiências e criando formatos mais atrativos”.

Lembrando que a sua chegada representa uma “mudança de política” em relação ao Comité, até agora constituído exclusivamente por mais jovens, Eduardo Infante de Oliveira defende que este novo modelo permitirá “aproveitar a experiência de quem já está noutra fase da carreira para proporcionar oportunidades mais consistentes a quem enfrenta o difícil desafio de construir uma carreira”.

O cardiologista destaca a importância de “estimular o contacto entre jovens cardiologistas de intervenção de forma a partilharem casos clínicos, conteúdos pedagógicos e darem os primeiros passos em iniciativas de investigação multicêntricas”, sublinhando que pretende ainda “promover este networking através das redes sociais, evitando o formalismo dos antigos métodos e estimulando a criatividade da nova geração”.

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