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Legionella: Sobe para 30 o número de casos no São Francisco Xavier

 


07 de novembro de 2017

O número de casos diagnosticados de pessoas infetadas com legionella, no hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, subiu para 30, informaram ontem a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

Um comunicado conjunto enviado ontem à noite, pela DGS e o INSA, indicava que até às 20:00 «foram diagnosticados 30 casos de Doença dos Legionários com possível ligação epidemiológica ao Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) – Hospital de São Francisco Xavier», mais um caso do que o anterior balanço.

Destes 30, dois morreram, também ontem, um teve alta e os restantes encontram-se internados. «Os doentes são, na sua maioria, idosos com fatores de risco associados, nomeadamente doenças crónicas graves e hábitos tabágicos», indica o comunicado assinado pela diretora da DGS, Graça Freitas, e pelo presidente do INSA, Fernando de Almeida.

As duas entidades informam que «está em curso a investigação epidemiológica nas vertentes da vigilância da saúde humana e ambiental, a fim de apurar as circunstâncias que originaram o surto», tendo sido realizadas vistorias técnicas aos equipamentos e às estruturas «potencialmente associados a fontes de transmissão», trabalhos que vão «manter-se durante os próximos dias».

O comunicado refere ainda que está a ser preparado um relatório conjunto da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, DGS e INSA «para esclarecimento da cadeia de acontecimentos que conduziram ao surto», citou a “Lusa”.

No entanto, os procedimentos vão demorar «pelo menos, duas semanas», tendo em conta a necessidade de realizar «o exame cultural das amostras (ambientais e humanas) e a subsequente avaliação genómica» para apurar a ligação «entre a componente ambiental e a saúde humana».

«A Direção-Geral da Saúde sublinha que a doença se transmite através da inalação de aerossóis contaminados com a bactéria e não através da ingestão de água. A infeção, apesar de poder ser grave, tem tratamento efetivo. As medidas de segurança adotadas preveem-se suficientes para interrupção da transmissão e controlo do surto, e vão continuar a ser monitorizadas», conclui o comunicado.

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