Infarmed esclarece acusação sobre Portugal estar a “açambarcar” medicamentos 760

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) divulgou um comunicado a informar sobre a aquisição de medicamentos Equipamentos de Proteção Individual e Dispositivos Médicos no âmbito da pandemia covid-19, tendo em conta as noticias mais recentes sobre a acusação da Bélgica de Portugal estar a “açambarcar medicamentos”.

Segundo o Infarmed, “aquando da preparação para a pandemia da covid-19, foi definida pelas entidades do Ministério da Saúde, uma lista de medicamentos, Equipamentos de Proteção Individual e Dispositivos Médicos para os quais os hospitais deviam reforçar o stock em 20% do respetivo consumo anual, de modo a estarem preparados para uma utilização elevada dos serviços de saúde, em particular dos cuidados intensivos”.

Este reforço tinha também como intuito assegurar face a eventuais constrangimentos na cadeia de distribuição, os serviços de saúde portugueses.

Todos os países da Europa têm adotado as mesmas práticas em relação ao reforço de stocks de medicamentos para o tratamento dos doentes. “Este reforço tem sido feito em articulação com a industria farmacêutica nacional e internacional, para que se possa aumentar a produção de forma a fazer face às necessidades dos doentes, com o inerente aumento dos consumos”, explica o Infarmed.

“O Infarmed, em articulação, com a Agência Europeia de Medicamentos e com a rede de Autoridades do Medicamento dos outros Estados Membros, está a monitorizar a disponibilidade de medicamentos (stock da indústria) no sentido de evitar faltas, nomeadamente dos medicamentos essenciais e dos que são apontados como tendo algum potencial terapêutico no combate à covid-19. Durante todo este processo, Portugal tem adotado uma postura de total transparência e disponibilidade para articular com todos os parceiros europeus da área do medicamento. Neste sentido, falar em açambarcamento é um total absurdo”, sublinha na nota divulgada.

O Infarmed aproveita ainda para deixar claro que a sua preocupação maior é “de prestar os melhores cuidados aos doentes, nomeadamente evitar a escassez e a falta de acesso ao medicamento, em particular num período tao crítico como este, e não gerir um excedente que não deve existir”.

“Estamos a monitorizar em permanência, a utilização e o abastecimento de medicamentos em meio hospitalar e em meio ambulatório, bem como a monitorizar os stocks dos medicamentos que fazem parte da Reserva Estratégica Nacional, em todas as entidades do circuito do medicamento, de modo a garantir que as terapêuticas estão disponíveis para prestar os cuidados de saúde necessários a quem deles necessite”, termina por indicar a Autoridade do Medicamento na nota divulgada.

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