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Indústria quer novo acordo sobre despesa com medicamentos este ano

 


03 de junho de 2018

A associação da Indústria Farmacêutica apelou hoje ao Governo para firmar este ano um novo acordo relativo à despesa pública com medicamentos, como o que tinha sido assinado em 2016 e que está a terminar.

O presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, João Almeida Lopes, reconheceu o esforço que o Ministério da Saúde tem feito na aprovação de novos medicamentos em Portugal, mas entendeu que é preciso «fazer mais» e recusou «raciocínios frios e impessoais que resultam em cortes» na saúde e barram o acesso a cuidados.

«Em Portugal temos até agora conseguido encontrar os diferentes equilíbrios necessários, mesmo durante o período de assistência financeira [‘troika’]”, disse João Almeida Lopes na abertura da conferência “Um Compromisso Com as Pessoas”, que decorre hoje em Lisboa.

O representante da indústria farmacêutica lembrou a importância do acordo assinado com o Estado português para o triénio 2016-2018, sublinhando que «é fundamental que o acordo seja confirmado em 2018».

Nesse acordo, a Indústria Farmacêutica compromete-se a colaborar para atingir os objetivos orçamentais para a despesa pública com medicamentos em meio hospitalar e em ambulatório, tendo como objetivo «garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)».

O acordo fixa para cada ano um referencial de despesa pública com medicamentos.

O presidente da APIFARMA rejeita «visões puramente economicistas» que agravem a qualidade dos tratamentos dos doentes portugueses e reconhece que é necessário «evoluir para uma metodologia que permita otimizar os resultados em saúde», colocando o doente no centro do sistema.

Na conferência de hoje está a participar o presidente da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica, Stefan Oschmann, e é também esperada a presença do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

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