Governo atribui falta de médicos a «estrutural escassez de profissionais» 0 55

Governo atribui falta de médicos a «estrutural escassez de profissionais»

04-Fev-2014

O Ministério da Saúde afirmou ontem que a falta de médicos de medicina geral e familiar nos centros de saúde de Rio Maior e Salvaterra de Magos é uma situação que «se deve à estrutural escassez de profissionais nesta área».

Em comunicado divulgado na sequência de críticas do coordenador do Bloco de Esquerda (BE) João Semedo, que visitou ontem os centros de saúde de Rio Maior e de Salvaterra de Magos e os apontou como exemplo para afirmar que «de tanto corte no seu orçamento, o Serviço Nacional de Saúde está no osso, no mínimo dos mínimos», o Ministério da Saúde afirmou que não se trata de uma questão de natureza financeira.

«O Ministério da Saúde esclarece que se verificou uma carência de médicos de família a concorrerem para as vagas abertas nos recentes concursos realizados. De forma alguma se trata de uma questão de natureza financeira, antes se deve à estrutural escassez de profissionais nesta área», pode ler-se no comunicado.

Segundo o Governo, na semana passada o secretário de Estado adjunto do Ministro da Saúde reuniu-se «com o presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos para avaliar a situação em causa, tendo o autarca manifestado a intenção de promover medidas para atrair e fixar clínicos desta especialidade no concelho».

O comunicado afirma ainda que «para dar resposta a situações semelhantes a estas» foram abertos concursos para a colocação de todos os médicos que terminam o internato nesta especialidade e que ainda este mês vai ser promovido «mais um concurso para 200 vagas destinado a médicos que se encontram fora do SNS», concurso que já tinha sido anunciado recentemente pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo.

«Também se vai proceder à autorização, em breve, do recrutamento de 100 médicos que se encontram atualmente na situação de reformados e que queiram voltar a exercer no Serviço Nacional de Saúde», refere o comunicado citado pela “Lusa”.

Envie este conteúdo a outra pessoa