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Finanças convocam hospitais para reunião sem o Ministério da Saúde

 

 

11 de maio de 2018

Ministério de Mário Centeno chama a Lisboa presidentes dos conselhos de administração de hospitais do Porto para discutir questões ligadas à oncologia pediátrica.

O Ministério das Finanças reuniu-se com os presidentes dos conselhos de administração de alguns hospitais do Porto para discutir questões ligadas à oncologia pediátrica naquelas unidades de saúde. Nas últimas semanas, as más condições na pediatria do Hospital de São João ganharam destaque na sequência de uma denúncia feita por pais de crianças que sofrem de cancro e que estão internadas na ala daquela unidade onde são atendidas em contentores.

Estas reuniões, que decorreram separadamente, aconteceram na semana passada e também esta semana no Ministério das Finanças, sem que participassem representantes do Ministério da Saúde. Isto, apesar de em cima da mesa estarem assuntos relacionados exclusivamente com a Saúde.

Os presidentes dos conselhos de administração do Hospital de Santo António, Paulo Barbosa, e do Instituto Português de Oncologia do Porto, Laranja Pontes, foram recebidos na semana passada por elementos do gabinete do Ministério de Mário Centeno. Esta segunda-feira foi a vez do presidente do conselho de administração do Hospital de São João, António Oliveira e Silva, ser chamado a Lisboa.

Ao que o “Público” apurou, o Ministério das Finanças fez «muitas perguntas» sobre a realidade de cada um dos hospitais em termos de pediatria oncológica, desde quantos doentes tinham até que tipo de doenças tratam. No caso do Hospital de São João, foi também discutida a futura ala pediátrica que aguarda luz verde dos ministérios das Finanças e da Saúde para lançar o concurso internacional para a execução da obra.

Contactado pelo “Público”, o Ministério das Finanças disse «não comentar reuniões de trabalho que eventualmente possa ter ou ter tido com entidades sob sua direção, tutela, superintendência, sob as quais exerça a função acionista ou que lhe estejam adstritas, nos termos legais».

O “Público” questionou o Ministério da Saúde para saber por que razão ninguém do gabinete do ministro Adalberto Campos Fernandes fora contactado para participar nas reuniões com as administrações dos três hospitais, mas até à hora da publicação desta notícia não houve resposta.

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