
Ema Paulino, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), afirmou que “as empresas de distribuição trabalham com uma margem reduzida e, se aumentam muito os custos operacionais, (…) começam a operar com margens muito próximas do negativo”.
Em declarações à TSF, a dirigente da ANF revelou que “a grande maioria das empresas de distribuição farmacêutica já está a colocar nas farmácias esse aumento dos custos operacionais, cobrando taxas de combustível em diferentes modelos”. Ou seja, “as farmácias já pagam um fee [taxa] por entrega adicional”.
As taxas tinham sido implementadas quando se deu um aumento do custo dos combustíveis há cerca de dois anos e mais tarde abandonadas quando o preço estabilizou. No entanto, ainda de acordo com a TSF, recentemente foram novamente postas em vigor.
Para Ema Paulino, a alternativa é “diminuirmos este nível de serviço, ou seja, haver não duas entregas [de medicamentos] por dia, como normalmente ocorre, e passar a haver apenas uma entrega por dia”, visto que, da sua perspetiva, se houver um aumento de taxas, as farmácias “não podem comportar, porque este fee representa uma descida da rentabilidade das farmácias, que também tem um limite”.
A presidente da ANF defendeu que, se o aumento dos combustíveis se mantiver, “forçosamente, as farmácias terão de fazer uma previsão para 24 horas, em vez de colmatar à tarde uma falha num medicamento que se identifica de manhã”. O que implicará “um aumento de stock e um aumento do custo de inventário para as próprias farmácias”.




