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Equipa de cientistas, incluindo português, cria vacina sintética contra vírus respiratório

06-Fev-2014

Uma equipa de investigadores, incluindo o português Bruno Correia, criou uma vacina sintética contra o vírus sincicial respiratório (VSR) humano, ao desenhar uma proteína que, depois de testada em macacos, conseguiu induzir anticorpos protetores.

Os resultados são publicados hoje na revista “Nature”. Bruno Correia, do Instituto Gulbenkian de Ciência, e colegas do Departamento de Bioquímica da Universidade de Washington e do Scripps Research Institute, ambos nos Estados Unidos, geraram em computador sequências de uma proteína, de modo a que produzissem uma vacina contra o VSR, responsável por infeções respiratórias em crianças, muitas fatais.

O investigador explicou à agência “Lusa” que, após a sua caracterização bioquímica, a proteína foi produzida em laboratório e, depois, testada com êxito em macacos, que «têm um sistema imunitário muito parecido com o dos humanos».

«Os anticorpos são produzidos quando injetamos a proteína no animal», adiantou, precisando que a proteína, parecida com o VSR, «gerou anticorpos capazes de neutralizar o vírus». O próximo passo da equipa, antes de um possível ensaio clínico, é obter mais anticorpos contra o VSR, usando outras moléculas, com «mais possibilidades de neutralizar o vírus».

Segundo Bruno Correia, do programa doutoral de Biologia Computacional do Instituto Gulbenkian de Ciência, o método utilizado com o VSR para criar uma vacina experimental poderá ser testado com os vírus da sida, da gripe ou da hepatite C.

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